A História Política do Brasil estava esperando por uma releitura que não tivesse o “texto pronto” dos escribas do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda da Ditadura do Estado Novo) e nem a versão dos remanescentes do antigo PRP – Partido Republicano Paulista, derrotados pela Revolução de 1930, mas com os quais Getúlio Vargas se aliou, em 1937, ao implantar o regime ditatorial do Estado Novo, “domesticar” São Paulo e estancar a marcha da construção da Democracia no Brasil.

Nesta releitura, o autor nos traz um relato real do período da normalidade constitucional brasileira de 1934/37. Sem os rebuscos frios das teses acadêmicas, mas com uma análise sociológica, fundamentada cuidadosamente em fatos e em registros da imprensa.

Na obra, o destaque para o cenário mágico da política em 1934, com a mobilização da intelligentzia paulista e o sucesso do moderno governo de Armando de Salles Oliveira que estavam mobilizando o país para a sucessão presidencial.

Com o Golpe do Estado Novo, as Casas Legislativas (Congresso Nacional. Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais) foram fechadas, a Constituição Brasileira revogada e o caudilho Vargas passou a governar através de Decretos leis.

O Estado Novo (1937/45) implantou a Ditadura e sufocou a Nação Brasileira.

 
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"REQUERIMENTO N° 255, de 2010 Requer VOTO DE APLAUSO ao advogado, jornalista e escritor ARMANDO MORAES DELMANTO, pelo lançamento de seu livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, registro da Revolução Constitucionalista, cujo objetivo era a retomada do estado de direito democrático. REQUEIRO, nos termos do art. 222, do Regimento Interno, e ouvido o Plenário, que seja consignado, nos anais do Senado, VOTO DE APLAUSO a ARMANDO MORAES DELMANTO, que, em boa linguagem de autêntico memorialista, acaba de lançar o livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, da Editora Peabiru, de Botucatu, SP. Requeiro, ainda, que o Voto de Aplauso seja levado ao conhecimento do homenageado. JUSTIFICATIVA Natural de Botucatu, na região da Sorocabana/SP, Armando Moraes, jornalista, advogado formado pelas Arcadas e escritor, em seu novo livro, revela ser dono de texto que, em tudo se assemelha ao de um memorialista. Botucatu está de parabéns pelo brilhante filho. E o País vê enriquecida a história pátria, com uma descrição muito bem conduzida sobre o movimento Constitucionalista de São Paulo. Hoje, com tantas ameaças à democracia, algumas veladas, outras bem explícitas, faz bem a leitura “A História da Vitória Política Paulista de 1934” A homenagem que ora formulo justifica-se pela boa contribuição de Delmanto às letras e à história pátria. Sala das Sessões, 23 de março de 2010. Senador ARTHUR VIRGÍLIO"
Voto de Aplauso - Senador ARTHUR VIRGÍLIO

“Caríssimo Armando Delmanto. Eis que recebo meu presente deste Natal de 2009: um exemplar de seu magnífico livro “História da Vitória Política Paulista”. Copiando Jânio Quadros...eu Li, de um só fôlego e me seduziu sobremaneira sua ótica “cirúrgica” do capítulo 7, pág. 151: Cenário Político Paulista em 2010. A hora é Agora! Parece que foi concebido e escrito para sintetizar meus “sentimentos políticos”. MAGNÍFICO!!! Parabéns e sobretudo mui grato pela gentil e fidalga deferência do exemplar autografado....Mais um tesouro à minha modesta biblioteca TFA Que a PAZ, a HARMONIA e a CONCÓRDIA sejam tríplice argamassa com que se liguem nossas justas aspirações para o ano novo que vem nascendo logo para uma renhida disputa política nacional. Grato, Saúde e Paz. Clóvis de Almeida Martins. Comandante, Professor/Orientador e ex-Venerável da Loja Guia Regeneradora de Botucatu.”
Prof. Clóvis de Almeida Martins

“Caro primo. Parabéns pelo livro que realmente estava faltando...A começar da capa, que ficou linda, e do próprio título. Obrigado, também, pelas referências a papai e ao meu sogro. Sugiro que você mande um exemplar ao Dr Luiz Antonio Guimarães Marrey – Secretário da Justiça e neto do Marrey Jr. Abraço. Roberto Delmanto. Advogado Criminalista, Jurista e Escritor do Escritório “Delmanto Advocacia Criminal”.
Roberto Delmanto - Advogado Criminalista

“Ao Dr Armando Moraes Delmanto, Grato pelo belo livro, que aprovo. Parabéns! Afetuoso abraço. Ives Gandra Martins. Professor Emérito da Universidade Mackenzie, sendo Professor Titular de Direito Constitucional e de Direito Econômico, Preside o Conselho de Estudos jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo e é Membro Efetivo e ex-presidente da Academia Paulista de Letras.”
Prof. Ives Gandra da Silva Martins

“Ao prezado Armando Delmanto. Agradeço o envio de seu livro com sua gentil dedicatória, que levei para inteirar-me dos meandros de nossa história política! Abraços, Ivette Senise Ferreira. Professora Titular e ex-Diretora da Faculdade de Direito/USP e Presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo.”
Prof. Ivette Senise Ferreira

“Prezado Colega. Agradeço sensibilizado a remessa de sua obra sobre a história da vitória política paulista de 1934. A sua obra, muito importante, porque lembra inclusive os trabalhos da Constituinte Federal daquele ano. Cordialmente. René Ariel Dotti. Advogado, Professor Titular de Direito Penal da Universidade Federal do Paraná, Membro da Comissão de Reforma do Sistema Criminal Brasileiro e Relator e Revisor do Anteprojeto de reforma do procedimento do júri.”
Prof. René Ariel Dotti

“Prezado Dr. Armando Delmanto. Agradeço a remessa de sua belíssima obra sobre a história de São Paulo. Fiquei particularmente sensibilizado pelo capítulo referente ao meu avô. A família Delmanto teve e tem uma longa folha de serviços prestados ao Estado de São Paulo e ao país e o seu trabalho faz juz a essa tradição de seriedade e dedicação à causa pública. Um abraço. Luiz Antonio Guimarães Marrey – Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo.”
Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo - Dr. Luiz Antonio Guimarães Marrey

“Caro “quase primo” Armando, Desculpe-me por não haver escrito antes para comentar sobre seu livro. Confesso que li o livro de uma tirada só. Aproveitando um vôo aos Estados Unidos. Gostei muito...achei um trabalho corajoso, você convoca a elite a assumir seu verdadeiro papel na sociedade, visando estender a todos os benefícios da civilização e do verdadeiro desenvolvimento. Por isso sou seu soldado! Será uma luta dura, porque infelizmente o mundo caminha a passos largos para a “idiotização completa”. E é isso que faz luta boa ser lutada!...Um forte abraço. Carlos Antônio Barros Moura. Empresário e Diretor da Associação Comercial do Estado de São Paulo.”
Diretor da Associação Comercial do Estado de São Paulo - Carlos Antônio Barros Moura

“Prezado Armando. Estou encantado com seu livro-resgate sobre a epopéia cívica de 32. Agradeço penhorado a lembrança de meu nome. Continue. Abraços. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. Advogado Criminalista, ex- Secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado de São Paulo e ex-Presidente da OAB/SP.”
Advogado Criminalista - Dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira

“Caro Dr. Delmanto. Com muita satisfação recebi seu livro, e com orgulho, sua generosa dedicatória .Muito grato. Parece um belo trabalho, justo achar, que terá sim a minha atenção, página rica de nossa história. Com um abraço, com tempero “botucatuense”. Horácio Lafer Piva. Empresário e ex-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.”
Horácio Lafer Piva. Ex-presidente da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

“Prezado Armando, Sinto-me honrado e muito alegre com sua consideração, ao receber como seu amigo, botucatuense, paulista e brasileiro, a significativa “História da Vitória Política Paulista – 1934”, de sua brilhante autoria, acompanhada de carinhosa dedicatória. Muito obrigado. Parabéns. José Antonio Pinheiro Aranha. Administrador e ex-diretor da Caixa Econômica do Estado de São Paulo”.
José Antonio Pinheiro Aranha

“Prezado Sr. Armando, Agradeço, sensibilizado, o envio do livro que acaba de editar apresentando a “História da Vitória Política Paulista - 1934”. Cumprimento - o pela iniciativa e pelo intenso trabalho de pesquisa desenvolvido. Coloco-me a sua disposição na Presidência do Conselho de Estudos Avançados - CONSEA da FIESP ou na Presidência do Conselho de Administração do CIEE. Abraços, Ruy Martins Altenfelder Silva.”
Ruy Martins Altenfelder Silva - FIESP

“Com muito orgulho, acabo de receber do meu primo Armando, um novo livro de sua brilhante autoria, desta vez contando um pouco da história da brava Gente Paulista, na luta contra a ditadura e em defesa da Democracia e da Constituição. Agradeço ao Armando, pela abnegada e incansável missão de manter viva a história, de Botucatu, de São Paulo, e especialmente da nossa família, verdadeiro berço de bravos patriotas e de exemplos de cidadania. Romualdo Del Manto (advogado) da “Del Manto, Kauffman & Menezes – Sociedade de Advogados”.
Romualdo Del Manto - Advogado

“Delmanto. Sinto-me lisonjeada com sua atenção ao dedicar-me um exemplar de seu livro. Um belo trabalho onde fatos históricos servem de parâmetro e aceno para o futuro, afim de que não se repitam arbitrariedades cometidas no passado. Louvo a importância de sua família na participação desses fatos históricos. Com meus agradecimento, o meu abraço , Jesumina Domene Dal Farra. Professora e escritora.”
Profa. Jesumina Domene Dal Farra

Repercutiu positivamente o lançamento do livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”, do advogado botucatuense Armando Moraes Delmanto, lançado no início de 2010. Registrando a história política paulista no período da normalidade constitucional do Brasil, de 1934 a 1937, o livro mostra a realidade vivida pelo país e mostra, principalmente, a realidade vivida pelos paulistas após a Revolução Constitucionalista de 1932. Com uma grande venda de exemplares, alcançou a repercussão esperada. O livro não foi comercializado em livrarias, tendo sido vendido via internet. O autor recebeu inúmeros agradecimentos e mensagens de autoridades, professores, juristas, políticos e amigos:
Livro de Delmanto faz sucesso

“Muito agradeço o gentil encaminhamento de sua obra “História da Vitória Política Paulista – 1934”, cuja leitura ser-me-á de grande interesse e proveito intelectual. Com as saudações acadêmicas de estilo, que compõem a tradição das ARCADAS, nossa “ALMA MATER”, despeço-me cordialmente. Ministro Celso de Mello - Superior Tribunal Federal.”
Ministro Celso de Mello - Superior Tribunal Federal.

“Prezado Dr. Delmanto. Muito agradeço a cortesia de me haver enviado o livro “História da Vitória Política Paulista”. Já havendo tido tempo de um primeiro exame da obra, aproveito para manifestar a minha apreciação. Parabéns pela qualidade do trabalho e pelo espírito patriótico que o move .Com a manifestação de minha estima e consideração, subscrevo-me, Cordialmente. Manoel Gonçalves Ferreira Filho. Professor Titular (aposentado) de Direito Constitucional da Faculdade de Direito/USP, ex-Diretor da Faculdade de Direito/USP e ex-Vice-Governador do Estado de São Paulo.”
Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho

“Caro Delmanto. Após seu amável e-mail recebi com grande satisfação o seu livro “História da Vitória Política Paulista – 1934”. Além da excelência do importante conteúdo histórico a sua preocupação com a construção da democracia brasileira é extremamente reconfortante por vir a saber que ainda existem paulistas com essa preocupação. Comungo desses pensamentos mas muitas vezes me sinto meio quixotesco. Nas minhas andanças por aí percebo que existem várias pessoas que teriam muito a contribuir porém não o fazem. A necessária e imprescindível organização da sociedade civil para auxiliar os governos a conduzir o processo de desenvolvimento, visto que eles ainda são absolutamente necessários porém não mais suficientes. Uma primeira dificuldade é que não estamos produzindo mais estadistas; a visão dos nossos políticos não vai além de quatro anos. A outra reside no fato que daqueles que poderiam e deveriam participar, metade é funcionário público e a outra metade vive às custas do governo: sobram muitos poucos com a independência necessária para esse mister. Da minha parte continuo acreditando e sempre que possível coloco o meu modesto tijolo nessa imensa construção.Aceite o meu abraço. Júlio Cerqueira César Neto. Professor de Hidráulica (aposentado) da Escola Politécnica da USP, Presidente da Fundação Agência Bacia Hidrográfica do Alto Tietê-Região Metropolitana de São Paulo, ex-Coordenador de Serviços Hídricos do Estado (1976), Diretor Planejamento do DAEE (1983, Membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP.”
Prof. Júlio Cerqueira César Neto

“Caro Confrade Armando Moraes Delmanto. Recebi o “História da Vitória” horas atrás. Já li. Tão interessante, rico de informações, atual e histórico é o que percebi. Tomei várias notas para enriquecer o “Achegas” se houver – comigo- reedições. Fazer História é isso: Coletar a semeadura geral. Por exemplo: os episódios da indústria/loja/Hospital dos Delmanto, votações, cardosismo aí e na área nacional, ensino (Escola Profissional) ganharam espaço nas notas. Mas, confesso, o exemplar que me veio trouxe um exagero que o faz proibido de exibição: a dedicatória. Parabéns a São Paulo, ao ideal democrático, a tantos vultos ilustres e ao ilustre autor. Abraço forte e grato. Hernâni Donato. Escritor, Membro da Academia Paulista de Letras – APL e ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.” Caro confrade Armando Delmanto. Muito obrigado pelo sábado (dia 20) que me proporcionou. É que reli todo seu livro sobre a “vitória paulista” em 32 e até... o futuro. A pesquisa e a exata, convincente e leve exposição da mesma, entusiasma e agrada. Rendeu-me várias anotações (além daquelas feitas na 1ª leitura). É livro que merece mais que a minha estante. Peço-lhe licença para ofertá-lo à Biblioteca do Centro Sobrigador da Revolução Constitucionalista que leva o meu nome no setor Lapa do MMDC. Parabéns, Hernâni Donato” (22/03/2010).
Hernâni Donato - Membro da Academia Paulista de Letras – APL

“De há muito não nos vemos nem nos falamos, por circunstâncias, quem sabe, fortuitas. Recebi seu belo livro “História da Vitória Política Paulista – 1934” e vou lê-lo com as recordações da infância, sobre a Revolução Paulista de 1932. Minha mãe era de Itapetininga e seus pais, vizinhos de Fernando Prestes, de quem eram compadres. Durante a revolução, grande parte da família se envolveu na luta pela nova Constituição. Meus pais doaram as alianças matrimoniais de ouro e passaram a usá-las de metal prateado. Meu tio, médico cirurgião e professor catedrático da Veterinária da USP, foi médico particular de Júlio Prestes. Em casa, aprendi a ser democrata e antigetulista. E, 1937, meu pai era vereador em Conchas e foi cassado pelo Getúlio. Muito lhe agradeço o envio do livro e dos números da revista Peabiru, estas no decorrer de 2009. Tenho certeza de que, com essa publicação, você vai contribuir e muito para esclarecimentos quiçá obscuros, de um período grandioso da gente paulista. Parabéns e obrigado mais uma vez. José Celso Soares Vieira. Professor, Musicista e Presidente Emérito da Academia Botucatuense de Letras – ABL”.
José Celso Soares Vieira - Presidente Emérito da Academia Botucatuense de Letras – ABL

“Caro Armando, Recebi seu “História da Vitória Política Paulista – 1934”. Ainda não li, mas pretendo fazê-lo brevemente pois, além de tudo, trata-se de assunto que muito me toca. Não conheço obra similar; todas abordam o assunto no contexto de outros eventos, como a própria revolução constitucionalista de 32 ou até como intróito à Constituição de 34. Cumprimento-o pela obra, agradeço-lhe pelo gentil envio e pela bondosa dedicatória. Forte abraço. Walter Paschoalick Catherino. Advogado ex-vereador de Botucatu e Executivo da Administração Indireta do Estado.”
Walter Paschoalick Catherino - Advogado

"Ao jovem amigo Armando M. Delmanto cumprimento cordialmente, agradeço a remessa de "A Juventude: participação ou omissão" e formulo meus melhores votos para o prosseguimento de sua carreira de jornalista e de escritor preocupado com os problemas dos jovens de nosso país. Lucas Nogueira Garcez — Ex-Governador do Estado de São Paulo e Presidente do Diretório Regional da Arena. S.P. 22/08/70".
Lucas Nogueira Garcez — Ex-Governador do Estado de São Paulo

“Amigo Armando. Recebi sua última obra literária “História da Vitória Política Paulista”, gentilmente a mim enviada por você. Parabéns pelo lançamento, aliás muito oportuno, nesta fase política que vive nosso Brasil. Atravessamos uma época negra para a política, pois não há mais respeito às coisas públicas, excesso e desmandos nos gastos públicos, com um único objetivo: permanência no cargo e a manutenção do poder, desprezando os interesses coletivos, usando dos mais torpes golpes morais e econômicos. Essas atitudes fazem com que os jovens fiquem descrentes da política, se afastando cada vez mais do acompanhamento das atitudes de nossos representantes, que abusam dos poderes que lhes foram outorgados, usando de seus mandatos para interesses pessoais, não existindo mais o interesse pelo bem da nação, respeito a filosofia e diretrizes dos partidos, com trocas de legendas, como se tenha sido eleito baseado unicamente pelos seus valores pessoais e não em parte pelos ideais pregados pelos seus partidos. Ao ler o seu livro, resgata-se o idealismo, a luta pela democracia, e o interesse de todos para a manutenção da ordem pública e respeito a legislação. Parabéns mais uma vez, e tenho esperança que os brasileiros acordem, e voltem a lutar pela real democracia, com brasilidade e respeito a coisa pública. Atenciosamente. Fulvio José Chiaradia. Economista, Empresário e Escritor.”
Fulvio José Chiaradia - Empresário

“Antes de tudo, um forte abraço. Sem encontro no tempo, desencontrados no espaço, felizmente presentes na tela mágica da memória. Admirei-me de sua rica produção intelectual, centrada na objetividade da história da nossa Botucatu. Antes que me esqueça: os Partidos Rivais (PRP e PD) festejaram a Chapa Única com grande comício na antiga praça do Espéria (de antigo cinema da rede Peduti, desativado em razão de incêndio). Em nome da juventude discursou Rivaldo Assis Cintra, então cursando o 2º ano do Ginásio Diocesano N.S. de Lourdes. Ficaria muito contente se esse importante (para mim) acontecimento figurasse em sua mais recente obra...” Rivaldo de Assis Cintra. Advogado.”
Rivaldo de Assis Cintra - Advogado

“Caro amigo Delmanto, Recebi e agradeço muito o envio do seu livro HISTÓRIA DA VITÓRIA POLÍTICA PAULISTA 1934. Já o incorporei a minha biblioteca paulista. Parabéns pelo trabalho. Do amigo sempre às ordens. Gilberto Fernando Tenor. Presidente de Honra do Club Philatelico Sorocabano, Secretário da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo e Membro da Academia Sorocabana de Letras”.
Gilberto Fernando Tenor - Academia Sorocabana de Letras

“A Juventude: participação ou omissão”: Com 118 páginas, o livro traz os principais artigos publicados na coluna diária “A Juventude”, no prestigioso jornal da Capital, “Diário Comércio & Indústria”. Foi durante o ano de 1969 essa experiência jornalística de escrever diariamente temas do dia a dia, reivindicações dos jovens, busca de espaço político, análise dos grandes acontecimentos políticos do mundo, etc. Ao publicar os principais artigos escritos, sempre se busca os temas referenciais, ou seja, busca-se colocar a atividade jornalística como uma formadora de opiniões, uma delineadora de rumos, uma crítica construtiva a favor do aperfeiçoamento da cidadania... Com o livro “A Juventude: participação ou omissão”, foi assim. Nos dizeres escritos na contra-capa, todo o perfil do livro: “A juventude, hoje e urgentemente, tem que se compenetrar de que é a equação e a solução de toda uma problemática. Somente a juventude pode, sem o niilismo da esquerda e a inércia da direita, realizar a missão de soerguimento moral e estrutural da Nação Brasileira, até agora preterido pela ausência e inconseqüência da própria juventude...”AD. Na apresentação do livro, o Prof. Francisco Carlos Sodero, professor de português do Colégio Dante Alighieri, escreu: “O jovem Armando Moraes Delmanto reúne, em livro, uma série de artigos publicados na imprensa paulistana, através do “Diário Comércio & Indústria”. Todos eles pertencem à seqüência “A Juventude”, o que já de início revela suas tendências, suas preocupações, sua problemática. Desarvorada, em grande parte, no mundo todo; guiada por falsos líderes, repetidores de “slogans” insignificativos, a juventude de nossos dias revoluteia pelas praças públicas, à procura de algo que lhe sacie a sede e a fome de verdade e de substância. Suas mais generosas energias, desperdiçam-nas em passeatas reivindicatórias de ninharias, de nugas anódinas. Armando Moraes Delmanto, desde 1963, fundando o “Tribuna do Estudante”, em Botucatu, vislumbrava a necessidade de uma orientação sadia, no sentido de democraticamente satisfatória, para os jovens de sua geração, e, desde essa oportunidade, não esmoreceu. Pelo contrário, ano a ano vem desenvolvendo suas atividades no sentido de procurar a solução dos problemas da juventude, sem o que não haveria base para a estruturação de um pensamento...” E no prefácio, escrito pelo jornalista Paulo Zingg, Presidente da API - Associação Paulista de Imprensa, o retrato da mensagem jovem do livro: “Neste livro, coletânea de artigos escritos em jornais, Armando Moraes Delmanto apresenta o seu depoimento de jovem sobre a juventude. Autêntico, vivido, real, sincero e brasileiro. Não é um alienado, adotando teorias que não encontram guarida nos seus países de origem, nem aceitando valores estranhos para a solução de nossos problemas. Porta-voz de uma geração, homem do interior com vivência política, universitário, Delmanto é, acima de tudo, um revolucionário capaz de mudar de atitude em face dos problemas, como diria Alberto Tôrres, para equacionar os desafios nacionais nas grandes linhas da modernização, da revolução tecnológica e da indispensável democratização da sociedade. E de apontar à juventude os grandes rumos, de desfraldar as grandes bandeiras e de rasgar os grandes horizontes...”
“A JUVENTUDE: PARTICIPAÇÃO OU OMISSÃO” – edição de 1970:

"A Juventude: participação ou omissão”. Querido Armando — Obrigado. Parabéns — Parece um sonho. Mas é uma realidade. O menino de ontem, o jovem de hoje, o homem de amanhã! Parabéns! Continue. Gratíssimo. O Senhor o ilumine e lhe dê coragem sempre. Seu velho amigo arcebispo. Frei Henrique Golland Trindade. Btu. 29/09/70”.
Dom Frei Henrique Golland Trindade - Arcebispo Metropolitano de Botucatu

"Prezado Armando. Ao meu ex-aluno e hoje amigo agradeço as provas de consideração e respeito que tem me dado enviando-me regularmente o "Vanguarda" e agora o seu livro "A Juventude: participação ou omissão". Como professora sinto-me plenamente realizada diante do que você está fazendo pelos jovens, pelo Brasil e pela humanidade. Embora tenha contribuído com multo pouco para sua formação, um ano somente, muito me envaideço de tê-lo na conta de meus ex-alunos Que este entusiasmo jovem e sadio contagie os bons e os leve a grandes empreendimentos para o bem da humanidade, grandeza de nossa Pátria e orgulho de nós, os velhos, que participamos dos seus ideais. Com toda admiração, os meus agradecimentos. Profa.Jair Conti. Btu. 21/06/70".
Profa.Jair Conti

“O botucatuense e acadêmico Dr. Armando Delmanto é um sincero e fiel minerador da nossa crônica histórica. Este terceiro volume de sua obra inteiramente dedicada a Botucatu é uma coletânea de “Memórias” que ele reuniu através da pesquisa nos arquivos os mais remotos à atualidade mais recente, fazendo do aparente anacronismo destas páginas um canto de amor telúrico, momento aprazível ao Leitor também apaixonado desta terra e de sua gente. Desfilam aqui, como num retrospecto saudosista figuras, fatos, conquistas, acontecimentos passados, contemporâneos, atuais que reavivam na memória de todos, lances verdadeiramente heróicos que muito dizem de nosso povo, da nossa riqueza, da nossa cultura, enfim, da nossa história. ´É um esforço nobre do Autor que através das personagens, dos fatos relatados, das épocas citadas nos oferece um pouco da nossa vida social, da Política, do nosso Desenvolvimento, da Educação e do nosso Progresso...” (Prefácio/Elda Moscogliato/1990)
Comentários sobre os outros livros de Delmanto - “TRILOGIAS DAS MEMÓRIAS DE BOTUCATU” (3 volumes) - “Memórias de Botucatu I”- 1ª. edição-1990/2ª. edição-1995)

“É verdade que tenha sido bastante citado em razão do livro “Achegas para a História de Botucatu”. De agora em diante terei que citar, em certas oportunidades, o Armando Delmanto de “Memórias de Botucatu”. Valiosas as suas pesquisas. Quero confiar que elas não se limitem ao agora publicado mas que se ampliem em assuntos e se aprofundem na meticulosidade apresentada. Quanto à forma, há muito é sabido ser você um – senão o – mais correto manipulador do nosso castigado idioma. Fui a uma reunião do CEHIS – Centro de Estudos Históricos e o presidente fez a apresentação do seu livro. Fui à reunião da Academia Paulista de Letras e o Diretor Bibliotecário fez o mesmo. Já se vê que também a distribuição está funcionando bem. Leve, por favor, meus cumprimentos ao capista.” (escritor Hernâni Donato-Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“É sempre grato lermos algo que nos conduza ao passado e ao presente de nossa terra natal. Tudo isso alicerça o futuro e a nós cumpre alertar as gerações que estão nos sucedendo, que devem receber o bastão a fim de que a memória de nossa terra – muitas vezes omissa e distorcida – possa ser preservada para todo o sempre. Você está contribuindo com seu livro para esse trabalho. Nossos parabéns.” (Prof. Oswaldo Minicucci/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Prof. Oswaldo Minicucci

“Ignorava as origens, as raízes de Botucatu e o alentado depoimento esclareceu-me muitas dúvidas sobre os ciclos que o destino traçou. Não obstante eu não ser filho desta cidade, aqui radicado muito a estimo. Não se pode ficar indiferente ao solo em que vivemos, pois dele recebemos os haustos que retemperam a vida. Analisei todos os seus detalhes e francamente apenas um gigante e dinâmico trabalhador poderia produzir tão fecunda obra. O entusiástico abraço deste octogenário que ainda contempla o céu deste rincão, achando que a vida, apesar de seus percalços, traz intensas alegrias...” (Paschoal Laurival De Luca(Nenê De Luca)/Jornal de Botucatu/22/06/1990).
Paschoal Laurival De Luca (Nenê De Luca)

“Memórias de Botucatu 2”- edição de 1993: “Li “Memórias de Botucatu 2” de ponta a ponta, com muito prazer e proveito. Sou dos que gostam do gênero desses seus trabalhos. No caso particular, por se tratar de Botucatu e envolver instituições e pessoas que me mereceram sempre a maior consideração. Muitos personagens destas suas memórias foram ou ainda são de meu relacionamento e estima pessoal. Cumprimento-o por mais este serviço prestado à memória de Botucatu, que diz respeito à memória de São Paulo e do Brasil, com o mérito de fazer justiça, mantendo no coração do povo personalidade, vida e obra de cidadãos prestantes, a serviço do bem comum. Agradeço-lhe as citações de meu nome, como Secretário de Estado da Educação, no Governo Carvalho Pinto, ligado, assim, através da criação da Faculdade de Medicina, à sua terra e à sua gente, na qual contei, desde a adolescência, como conto ainda, com amigos de sempre. Fraterno abraço solidário do, Sólon Borges dos Reis (Vice-Prefeito de São Paulo e Secretário Municipal da Educação, tendo sido Secretário Estadual da Educação na criação da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu – FCMBB/Jornal de Botucatu/06/10/1993).).
Prof. Sólon Borges dos Reis (Vice-Prefeito de São Paulo)

“Recebi sua publicação sobre a nossa terra e agradeço-lhe a lembrança. A bi-memória de Botucatu, original e estética sem se descuidar dos aspectos tecnocientíficos, revela o seu talento literário, marcado desde os anos escolares, dos quais fomos participantes, como professor. Botucatu é uma cidade sui-generis, atípica, na concepção freudiana, pois ela cativa, atrai, envolve, prende, vela, enfaixa e protege seus filhos, sem abafá-los. Você teve o condão de esquadrilhar a sua história nos escaninhos da antropologia social e vivência humana. Está você compondo o tabuleiro rico e colorido, emotivo e emoldurado, das estórias da nossa História. Parabéns e esperamos o tri.” (Prof. Agostinho Minicucci, educador e escritor/Jornal de Botucatu/06/10/1993)).
Prof. Agostinho Minicucci

“Recebi o seu delicioso “Memórias de Botucatu II” e devoreio-o em uma sentada. Nada mais posso dizer além do que já foi dito, faltariam-me adjetivos. Espero, para deleite de todos nós, que você não pare por aí. Parabéns! Afetuoso abraço.” (Dr. Sebastião de Almeida Pinto Filho/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Dr. Sebastião de Almeida Pinto Filho

“Muito obrigado pelo exemplar do “Memórias de Botucatu 2”. Estava ansioso para lê-lo mais uma vez convocando esses vultos memoráveis. Um poder – e grande – aos que cultivam a História é o de poder fazer justiça...ao que estava esquecido. Principalmente aos que praticam essa História-cronicada em que você se desenvolve muito bem. Que fartura de informações, quantas ilações nos pequenos anúncios no “Jornal de Notícias” e na “Folha de Botucatu” que você reproduziu às págs. 78-1 e 78-2. Deu-se conta? Leio na crônica da Elda, na “A Gazeta” que me chega hoje, a morte de duas notáveis (e minhas professoras): dona Ziza e dona Eunice. Merecerão figurar no seu “Memórias 3”... Pág. 45: “Porquê a cidade, etc...”A verdade é que os líderes políticos e sociais, no 1º momento, gelaram o pedido da Faculdade de Medicina. Não acreditaram...Se a cidade queria uma Faculdade, pleiteariam a de Direito. Fácil, sem instalações, etc. Houve reunião no Gabinete do Emílio. Estudantes ( não guardei os nomes, 2 ou 3, o Faraldo, eu). Seria medicina ou nada...O Jânio ajudou e muito. Quando a idéia enraizou, os políticos acorreram. Isso é fato. Ainda vejo o Faraldo aos gritos! Falaremos mais. Obrigado. (Hernâni Donato - Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“Recebi o exemplar do livro “Memórias de Botucatu 2”, de sua autoria, com sua gentil dedicatória. Quero agradecer a amabilidade de sua oferta, cumprimentá-lo pelo referido trabalho. À oportunidade peço que aceite minhas cordiais saudações.” (Antonio Ermírio de Moraes - Superintendente do Grupo Votorantim/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
Antonio Ermírio de Moraes - Empresário

“Recebi o exemplar do livro “Memórias de Botucatu 2” que teve a gentileza de me enviar, bem como sua amável referência ao meu avô Comendador Pereira Ignácio. Grato por sua atenção, aceite meus cumprimentos e votos de muito sucesso. Atenciosamente. José Ermírio de Moraes Filho (Presidente do Grupo Votorantim).
José Ermírio de Moraes Filho - Empresário

“Muito agradecido por sua carta e pelos 2 volumes de Memórias de Botucatu. Vou ler esta obra com interesse...Estou lhe remetendo, em anexo, o livro “Contribuição para a História da Ciência no Brasil”, no qual reuni vários artigos, a maioria publicados em “O Estado de S. Paulo”. Agradecendo as referências de especial apreço a meu pai em sua carta e em seus livros, subscrevo-me atenciosamente, Osvaldo Vital Brazil (filho de Vital Brazil).
Osvaldo Vital Brazil - Cientista

“Estou encantado com o convívio de suas Memórias de Botucatu. Guardo de sua cidade a melhor das lembranças quando fui hóspede de Paganini e de Agnelo. Botucatu de Alcides Ferrari, Rafael Ferraz de Sampaio, Alceu Maynard de Araújo, Ibiapaba Martins, Francisco Marins, Hernâni Donato, Armando Delmanto e tantos outros amigos, é hoje poesia no coração do poeta. Ainda há pouco, recordava com Laudo Natel o encanto das noites de sua cidade e o carinho de sua gente. Um abraço muito grato do seu irmão em Arruda Camargo e Ibrahim Nobre. Paulo Bomfim (da Academia Paulista de Letras, considerado o Príncipe dos Poetas Brasileiros).
Paulo Bomfim - Academia Paulista de Letras

“Armando.Permita-me chamá-lo assim, porque você tem idade para ser meu filho. Gostei muito do livro “Memórias de Botucatu”. Lembrei-me de várias coisas e pessoas que você citou com tanta nitidez. A homenagem a meu pai, prestada nesse livro, deixou-me comovida e saudosa. Ele adorava Botucatu, não permitia que se falasse uma palavra que a prejudicasse. Tenho um neto estudando aí, Zootecnia. Parabéns pelo seu trabalho. Lourdes Ferrari Porchat (filha do Des. Alcides de Almeida Ferrari, Patrono do Fórum de Botucatu e ex.Presidente do Tribunal de Justiça do Estado).
Lourdes Ferrari Porchat

MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES “Apresentamos à Mesa, ouvido o Colendo Plenário “MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES E APLAUSOS” para com o escritor e advogado ARMANDO MORAES DELMANTO, pelo lançamento glorioso do livro “Memórias de Botucatu 2”, resgatando, mais uma vez, a memória de nossa cidade e eternizando a história de nosso povo. No livro “Memórias de Botucatu ” – volume 1 – Armando Moraes Delmanto aborda com profundidade e conhecimento a parte institucional de nossa cidade, porém, no volume 2, lançado no último dia 23 de julho, o talentoso escritor relata com riqueza de detalhes a história da Medicina de Botucatu, que é a grande responsável pelo desenvolvimento cultural e industrial do Município.” “de autoria do Presidente da Câmara Municipal de Botucatu, Vereador Fernando Carmoni e aprovado por unanimidade dos Senhores Vereadores/Jornal de Botucatu/06/10/1993).
MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES - Câmara Municipal de Botucatu

“...No primeiro volume das “Memórias”, o escritor abordou mais a parte institucional da cidade, como a origem do nome, do povo e das imigrações. O volume II é uma continuidade e procura abordar com riqueza de detalhes a história da medicina em Botucatu. ...O autor tenta mostrar que a medicina está diretamente ligada a Botucatu em cada etapa, em cada fase de sua história. Cita a UNESP, a Misericórdia Botucatuense, os principais Centros de Saúde e, principalmente, suas dificuldades para viabilizar sua implantação no município. Ele coloca essas instituições como sendo as grandes responsáveis pelo desenvolvimento cultural e industrial da cidade; e não se esquece de lembrar os nomes daqueles que trabalharam por essas conquistas. ...Para elaborar as mais de 200 páginas que são ilustradas com 34 fotos, Delmanto pesquisou durante três anos a medicina de Botucatu... ...O escritor, que faz das suas obras um universo de pesquisas, afirma que ainda há muito o que falar desta terra: “Muitos fatos marcantes ficaram sem registro, esquecidos no tempo. Isso dificulta as pesquisas. Por isso seria interessante que se criasse um arquivo histórico da cidade de Botucatu”, sugere.” (da reportagem especial do “Correio da Serra” (hoje, Diário da Serra), de autoria do jornalista Quico Cuter/Correio da Serra/18/07/1993.
Quico Cuter - Correio da Serra

“As razões sempre foram as mesmas: amor e prazer no que faz. Assim, há muitos anos que escrever virou uma das paixões obsessivas de Armando Moraes Delmanto. O primeiro livro aconteceu em 1970 – “A Juventude: participação ou omissão”. Vieram: “Crônicas da Minha Cidade”, em 1976, “Constituinte”, em 1981, “O Sonho não Acabou”, em 1988 e “Memórias de Botucatu” em 1990. No próximo dia 23, às 20 horas, no Centro Cultural, mais um: “Memórias de Botucatu 2”... Definitivamente o autor segue a vocação de Hernâni Donato, com o “Achegas para a História de Botucatu” e do saudoso Sebastião de Almeida Pinto, com “No Velho Botucatu”, que são verdadeiros cultos ao torrão natal...” (Renato Vieira de Melo, cronista e professor/Correio da Serra/18/07/1993).
Prof. Renato Vieira de Melo

“O tempo, na sua inexorável infinitude, marca a vida humana num compassar ininterrupto, e o homem, na sua complexa inteligência, tenta mensurá-lo, para sentir-lhe o perspassar contínuo. Situar-se perante ele, pois, é o sentir-se com envaidecida plenitude no mundo. Armando Delmanto, brilhante historiador das coisas do tempo de Botucatu, vem procurando resgatar fatos históricos de nomeada importância para a nossa vida cultural e, ao lançar, “Memórias de Botucatu 2”, transporta-nos para um passado de nossa gente que ajudou a construir o presente desta terra querida, numa perspectiva realística do futuro.” Prof. José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras

“O Armando Delmanto sempre se preocupou com as coisas de Botucatu. Desde o seu tempo de Ginásio Diocesano (hoje, La Salle), quando lançou a “Tribuna do Estudante”. Depois disso, muito tem feito para que o passado de Botucatu não se perca no esquecimento. Faz muito bem. É preciso que os que vierem saibam de nossa história. E é uma história rica de personagens e fatos. É uma história de heróis. Não de heróis que colocaram armas nas mãos, mas de heróis que enriqueceram nossa cultura e fizeram Botucatu respeitada e admirada. Parabéns, Armando! Botucatu precisa de gente como você. Botucatu precisa de pessoas que amem esta terra e não queiram vê-la esquecida. Que a rica memória de Botucatu fique mais enriquecida com suas palavras.” Bahige Fadel, educador, escritor e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Prof. Bahige Fadel

“Armando Moraes Delmanto volta à carga com seu livro “Memórias de Botucatu 2”, para resgatar a história da gente botucatuense. Ao lado dos grandes nomes literários desta terra preocupados com o mister, Armando se destaca por sua vivacidade e leveza de estilo que a todos agrada. Oxalá sua obra atinja não apenas o público adulto – que já lhe é fiel – mas também a nossa juventude, tão carente de conhecimentos sobre sua própria terra. Que o sucesso desse lançamento lhe sirva de estímulo para outros tantos são meus sinceros votos.” José G. L. Lopes, educador, poeta e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Prof. José Geraldo Luiz Lopes

“Sempre fui favorável ao ensino da história local e institucional em todos os níveis de ensino, pois não há como refletir sobre as experiências do passado, para bem conduzir o presente e prever situações futuras. É de conhecimento geral que o dr. Armando Delmanto irá lançar, em breve, novo e bem documentado estudo histórico local, enfocando episódios interessantes de Botucatu, hoje. Tal notícia não pode deixar de alegrar toda a comunidade botucatuense e de modo singular seus colegas da Academia Botucatuense de Letras, da qual o dr. Delmanto é membro atuante. Ao lhe antecipar meus parabéns, faço votos que o gesto do dr. Armando Delmanto – nova página aberta nos gloriosos capítulos elaborados pelos ilustres historiadores clássicos desta região – seja estímulo para novas pesquisas, descoberta de novos documentos e composição de novos estudos para sempre melhor conhecimento desta Pátria local, tão querida e amada.” Dom Vicente Marchetti Zioni – Arcebispo Emérito de Botucatu e Membro da Academia Botucatuense de Letras/Correio da Serra/18/07/1993.
Dom Vicente Marchetti Zioni – Arcebispo Emérito de Botucatu

“MEMÓRIAS DE BOTUCATU 3” – edição de 2000: “Retornei hoje a São Paulo depois de um descanso necessário. Cheguei no aniversário de São Paulo, com muita saudade de Botucatu. Na correspondência encontrei o presente de uma jóia – “Memórias de Botucatu III”. Corri os olhos ansioso e pude notar numa vista rápida que o livro deveria chamar-se “A Bíblia de Botucatu”. Ele é um misto de alta literatura, científica, histórica, modelo de pesquisa, calendário de projetos, antologia de vultos históricos, sociologia psicológica de um povo, poema de uma cidade, geografia comunitária, um projeto de História da Educação de Botucatu, enciclopédia de vultos históricos e, sem dúvida, o roteiro político da continuidade do progresso de uma cidade que nasceu com perfil de gigante para não ficar eternamente deitado. Você teve o dom de reunir séculos com estórias e histórias. Volto a dizer que o Delmanto é Botucatu, ou melhor, Botucatu é Delmanto. Preciso ler o “Memórias III” com mais vagar e sentimentos e essa leitura só pode ser feita na terra do Peabiru, isto é, a pátria do Delmanto. Agradeço-lhe, como sempre, as suas referências ao meu nome. Um abraço amigo do, Agostinho Minicucci, educador e escritor/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000).
Prof. Agostinho Minicucci

“Começo melhor para o ano 2000 no campo histórico-cultural não poderíamos ter em Botucatu. Obrigado pelas “Memórias III”. Modo original de fazer História juntando o documento e a sua análise. Li-o, apenas retirado do envelope. Continue. Parece-me que mudaram o nome do aqüífero para Aqüífero MERCOSUL. É isso? E o “um inglês nascido em Botucatu”? Não se adiantou na pesquisa? O Paulo Henrique conseguiu algo? Na Inglaterra é que está a solução do enigma. Há décadas cheguei a esboçar um romance “A Fazenda” que não sendo a do Conde, seria aquela. O antigo editor Diaulas Riedel, menino-jovem passou ali férias de verão e com entusiasmo e minúcias, descreve-a. A Condessa, idosa, mantinha quiosque no Boi de Bologne no qual, no inverno, oferecia café brasileiro. De certo, da fazenda. Imagine escravos abrindo picada, do Porto Martins à fazenda e transportando ardósias francesas, veludos italianos, mudas de pinho de Riga, piano alemão para a casa sede. Boa tarefa será um volume – elaborado sem pressa – para a tal casa, a mais importante da região. Abraço, obrigado, Hernâni Donato, Membro da Academia Paulista de Letras e ex-Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo/Almanaque de Botucatu/2000.
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

“Mal recebi e já mergulhei na leitura das “Memórias de Botucatu III”. Como sempre, você consegue aliar à pesquisa uma linguagem coloquial, o que torna a visão de nossa história ainda mais agradável e atraente. Fiquei emocionado com os detalhes da construção do nosso primeiro arranha-serra (bela expressão). As memórias do menino botucatuense misturam-se aos dados fornecidos pelo historiador. Como uma personagem do “Armacord”, também eu sempre imaginei a boate do Peabiru como palco de festas suntuosas e de encontros fortuitos. E, em minha cabeça, padres furibundos barravam o meu sonho felliniano. O Lawrence é material para novela! Que história mais fantástica. E fiquei comovido ao ver a foto da casa da Sra Leandro Dupré. Quero saborear cada página, pois sei que aprenderei muito com essa leitura. Mais uma vez você contribui, de forma incisiva, para que Botucatu não perca a sua identidade, e para que nós tenhamos muito orgulho desta cuesta.” Alcides Nogueira, escritor e dramaturgo/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
Alcides Nogueira - Dramaturgo

“A Academia Botucatuense de Letras vem, através deste, congratular-se com V.Sa. pelo sucesso no lançamento do livro “Memórias de Botucatu III”, no início deste ano. Manter a história de nossa gente viva na memória dos mais velhos e fazê-la nascer na mente dos jovens é ato digno e louvável perante a Cultura. Continue sendo o elo entre o passado e o presente para manter vivo o futuro.” José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras/ Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
José Celso Soares Vieira – Presidente da Academia Botucatuense de Letras

“Agradeço a delicadeza do seu terceiro livro sobre “Memórias de Botucatu”. Meus parabéns. Comecei a lê-lo. Continue a usar sua pena, produzindo obras maravilhosas. Abençô-o.” Dom Antonio Maria Mucciolo – Arcebispo Metropolitano de Botucatu/Almanaque Cultural de Botucatu/2000.
Dom Antonio Maria Mucciolo – Arcebispo Metropolitano de Botucatu

O advogado Armando M. Delmanto lançou a CLT em tamanho menor para mais fácil e melhor manuseio, obtendo grande receptividade no meio jurídico. Organizador da “Consolidação das Leis do Trabalho”, da “Coleção de Leis Rideel” - Série Compacta, edições de 1996/97/98, proporcionou uma excelente e prática edição da CLT aos que militam na área jurídica e aos acadêmicos de direito em geral - 666 págs. - 1996/97/98.
CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – EDIÇÕES DE 1996/97/98

“As Leis Trabalhistas Se é verdade que no cenário jurídico do Brasil despontam valores expressivos, não menos verdade é a carência de livros práticos e objetivos, em que a didática assuma especial relevo, como elemento fundamental ao estudo e sistematização do Direito. Orientando sua intensa atividade intelectiva no sentido de fornecer aos advogados diretrizes que lhes possibilitem assimilação segura, o bacharel Armando Moraes Delmanto brinda-nos, em mais essa oportunidade, com obra inequivocamente valiosa, em que põe em prática seu espírito sensível e sua notável didática. Obra especial, dedicada antes de tudo aos acadêmicos de Direito e aos que militam na área jurídica, o livro CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) haverá, por certo, de alcançar magnífica receptividade, oferecendo inclusive, excelente subsídio a outras áreas como Administração de Empresas e Sindicalismo. O organizador da obra, Armando Delmanto, de tradicional família botucatuense, bacharel em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco da USP, sempre atuou, profissionalmente, na advocacia empresarial, especialmente na área trabalhista, o que motivou a Editora Rideel Ltda. a convidá-lo a organizar o referido trabalho jurídico. Esta obra é uma síntese atualizada de todo o Direito do Trabalho, já que o texto da CLT tem sofrido constantes alterações ao longo de sua existência. Soube o autor de “Memórias de Botucatu”, selecionar cuidadosamente a legislação inovadora. O dinamismo do autor possibilitou organizar um conteúdo jurídico de fácil consulta o que nos leva a crer que é obra fadada a grande sucesso, e que, por isso mesmo, facilitará a vida de universitários e profissionais liberais”. Olavo Pinheiro Godoy – Escritor e Presidente do Centro Cultural de Botucatu/revista Peabiru nº 08, de março/abril de 1998.
Olavo Pinheiro Godoy – Presidente do Centro Cultural de Botucatu

Coletânea de artigos publicados no jornal “Vanguarda de Botucatu” (1970/1980), de vários autores, sob a coordenação de Delmanto. O “Jornal Jovem para a Nova Botucatu”., era o lema do Vanguarda. Teve a colaboração de grandes personalidades de nossa cidade e revelou inúmeros jovens para o jornalismo e a literatura. Alcides Nogueira - conceituado dramaturgo - teve suas primeiras crônicas publicadas no jornal. Prefácio do escritor Francisco Marins - 83 págs. – 1988.
“O SONHO NÃO ACABOU” – edição de 1988

“...Vanguarda, o periódico sobre o qual nos incumbe falar, apareceu em 1970, com um programa definido e, como toda obra de moços, a alardear vanguardismo, que nascia do próprio nome e da esperança dos jovens que a criavam. Enfatizou, desde logo, o seu propósito cultural e passou a colher e estimular crônicas, artigos, poesia e matéria literária, dando incentivo, também, a autores iniciantes. Procurava interpretar o espírito de uma geração e apontar caminhos. Feitura gráfica razoável para a época e até com duas cores de impressão. Textos artesanalmente trabalhados. Boa revisão. Alguns avanços de crítica político-social... Tudo isso fez que o milagre da sobrevivência se realizasse por uma década, quando o rol de novas publicações indica vida curtíssima para a maioria dos títulos. Armando Delmanto, idealizador e mola propulsora de Vanguarda, descendente de velho tronco de militantes da nossa imprensa e da vida política de nossa cidade como Dante, Aleixo, Antônio e Osmar, ao avaliar o desempenho daquele órgão, diz hoje, com o mesmo entusiasmo “o sonho não terminou”. Com coragem e fibra, Delmanto reafirma que valeu a pena lutar e que, mesmo sem barretadas à política partidária, é possível ir-se à frente, embora os nomes dos órgãos jornalísticos passem a ser outros. Nós porém, lembramo-nos da sentença latina: “Ad augusta – per angusta...” (do prefácio do livro, de autoria do escritor botucatuense Francisco Marins, Presidente Emérito da Academia Paulista de Letras).
Francisco Marins - Presidente Emérito da Academia Paulista de Letras

A abertura política brasileira começou a desenhar-se no ano de 1977, quando a resistência ao regime militar encontrou, mais uma vez, nas tradicionais Arcadas do Largo de São Francisco (Faculdade de Direito da USP) o seu grito de resistência. O lançamento da “Carta aos Brasileiros”, em agosto/77, cuja elaboração foi coordenada pelo Professor Goffredo da Silva Teles, defendia com intransigência a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte como única forma de sair do impasse político-institucional brasileiro. Esse importante documento foi assinado, em seu primeiro momento, por 93 juristas. Delmanto apos sua assinatura de apoio na sede do Centro Acadêmico XI de Agosto. O lançamento do livro “CONSTITUINTE – O Que Todo Brasileiro Deve Saber Sobre A Assembléia Nacional Constituinte”, em 1981, de autoria do advogado Armando Moraes Delmanto, obteve ampla cobertura da imprensa e representou um marco positivo na divulgação e explicação da CONSTITUINTE. Com prefácio do escritor Fernando Morais e com uma distribuição dirigida às principais lideranças políticas do país, o livro Constituinte foi um sucesso. Em seu prefácio intitulado “A Saída, Onde Está a Saída?”, Fernando Morais destacava: “Em meio à peregrinação que venho fazendo por incontáveis cidades do interior do Estado de São Paulo em defesa da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, recebo como um prêmio – e como um estímulo – este convite do companheiro Armando Delmanto para prefaciar seu livro sobre o tema. O livro, estou certo, pode ser entendido desde já como mais uma poderosa contribuição à cruzada que os democratas brasileiros vêm sustentando em prol não de uma Constituinte, mas da Assembléia Nacional Constituinte, soberana e livremente eleita pelo povo. A obra se reveste de valor especial quando se sabe de que lavra vem, Armando Delmanto é um combativo político de Botucatu, em São Paulo, um jovem que publicamente se recusou a compactuar com a corrupção que corrói as tripas desta país. Seu livro representa, sem dúvida, um importante esforço para divulgar, de maneira acessível e didática, sem os rebuscos elitistas da retórica, uma concepção coerente, democrática e popular de como reorganizar o Poder em nosso País, de modo a que este seja conduzido por seu legítimo soberano, o povo brasileiro...” No livro, Delmanto incorporou o texto da “Carta aos Brasileiros” para uma maior divulgação dos postulados do Estado de Direito. Da mesma forma e com o objetivo de ampliar os valores defendidos pela Constituinte, o autor também reproduziu, na íntegra, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, importantíssimo documento elaborado pelos representantes das Nações Democráticas, assinado em Paris em 10.12.1948.
“CONSTITUINTE: o que todo brasileiro deve saber sobre a Assembléia Nacional Constituinte”- edição de 1981

“Crítica feita no jornal Folha de São Paulo , de 03/05/81, sob o título “A Constituinte ao Alcance de Todos”, de autoria do jornalista e escritor Ricardo Kotscho: “Constituinte”, de Armando Moraes Delmanto (Edições Populares), mostra a necessidade da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, livre e soberana, como única forma (pelo menos agora) de sepultar o regime autoritário implantado no Brasil há 17 anos. O principal objetivo do livro é apresentar a questão de forma simples e didática para que todo brasileiro possa discutir “essa tal de constituinte” de que tanto se fala. Delmanto não coloca a Constituinte como a solução para todos os problemas brasileiros , mas dá ênfase à prioridade da sua convocação como instrumento para ampliar a liberdade de organização em todos os níveis. Mostra, também, como seria um poder legitimamente constituído.R.K.”
Ricardo Kotscho - Crítico do jornal "Folha de São Paulo"

“Cumprimentos sua lúcida e erudita obra “Constituinte”. Li atentamente com real proveito. Do admirador reconhecido pelas palavras de estímulo”. Deputado Ulisses Guimarães em 29/05/81 (Presidente Nacional do PMDB e, posteriormente, presidente da Assembléia Nacional Constituinte/88).
Deputado Federal Ulisses Guimarães - Presidente da Assembléia Nacional Constituinte/88

“Por iniciativa do Deputado José Yunes, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, por unanimidade, um requerimento de saudação à Armando Moraes Delmanto. Referindo-se à obra, em certa parte o requerimento destaca: “Com rara felicidade, aponta o autor o contraste existente em nossa sociedade através do distanciamento econômico-social enorme que há entre seus membros, distanciamento este, aliás, que começa a ganhar proporções alarmantes. Apregoa por fim, o diligente vereador de Botucatu, a necessidade da convocação de uma Constituinte para, através da manifestação do Poder Soberano, ser reformulada a Ordem Jurídica, Econômica e Social Brasileira...”
Deputado Estadual José Yunes

“Li, com crescente entusiasmo, a sua obra “Constituinte”, que recebi com sua atenciosa dedicatória. Não posso, por um dever de justiça, deixar de apresentar-lhe meus cumprimentos pelo excelente trabalho, didático, enxuto, mas que traz espelhado o brilho de sua cultura e o vigor de seu idealismo em defesa da causa de toda a Nação Brasileira, que clama pelo restabelecimento pleno de seus direitos e de suas garantias sociais através de uma Assembléia Nacional Constituinte. Esse é o caminho que todos nós buscamos e o seu trabalho representa uma valiosa e patriótica contribuição para a conscientização popular. Parabéns!” Deputado Luiz Máximo- líder da Bancada do PMDB na Assembléia Legislativa. S.P. 29/04/81.( ao depois , no PSDB ,elegeu-se presidente da Assembléia Legislativa Paulista).”
Deputado Estadual Luiz Máximo

“Recebi seu excelente e significativo trabalho sobre Constituinte. Louvo obra e agradeço sua amável dedicatória cumprimentando bravo, coerente e consciente estudioso. Abraços.” Senador Pedro Simon- PMDB (posteriormente, governador do Rio Grande do Sul).”
Senador Pedro Simon

“Agradeço prezado companheiro envio excelente livro “Constituinte”. Muito didático e, creio, contribuirá para a cruzada da Constituinte. Saudações.” Deputado Alceu Collares, líder do PDT.(ao depois, prefeito de Porto Alegre).”
Deputado Federal Alceu Collares

“Ao prezado amigo e colega Dr. Armando Delmanto, acusando o recebimento de seu trabalho intitulado “Constituinte”, agradeço essa lembrança amável, bem como a gentil dedicatória, felicitando por mais esta publicação, prova incontestável da sua inteligência fértil e capaz. Com um abraço do Manoel Pedro Pimentel – Professor Catedrático da Faculdade de Direito da USP (ex-Secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado)”
Prof. Manoel Pedro Pimentel

“Armando. Li, de um só fôlego, o seu “Constituinte”. A identidade de idéias é tal, que me parecia tê-lo escrito. Não sei o que Deus me reserva, mas se chegar ao Governo, irei buscá-lo, sem escusas. No opúsculo está tudo. Síntese magnífica! Disse-lhe - lembra-se ? – que há pouco sobre a matéria. É uma espécie de “O Capital”, do qual todos falam, mas...poucos leram... Assim, é a Constituinte! Parabéns. Você tem em mim um admirador incondicional. Do Jânio Quadros – 08.VI.1981.” “Armando. Nossa idéias se casam, e são fundamentais. E a Constituinte, por exemplo. Você não poderia mandar-me o opúsculo? A sugestão do “jornal” está aceita. Com o seguimento natural da nossa e da política externa. Eloá e eu mandamos um abraço, extensivo à família. Do Jânio Quadros – 12.X.1981”. (ex-Prefeito de São Paulo, ex-Governador de São Paulo e ex-Presidente da República).
Jânio Quadros - ex-Prefeito de São Paulo, ex-Governador de São Paulo e ex-Presidente da República

O livro é uma coletânea de crônicas referentes à cidade de Botucatu: sua gente, suas coisas, seus problemas, suas perspectivas... Publicadas no jornal “Vanguarda de Botucatu”, durante o ano de 1970 - 110 págs. – 1976. Faz uma abordagem das Instituições Sociais da cidade, além de dar destaque às grandes batalhas travadas pelo desenvolvimento e progresso de Botucatu.
“CRÔNICAS DA MINHA CIDADE” – o Livro de Botucatu – 1976

“Caro Delmanto: Foi com satisfação que recebi o livro de sua autoria “Crônicas da Minha Cidade”, Agradeço a sua amável lembrança e cumprimento-o pela feliz idéia. Cordialmente. Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho – Vice Governador do Estado de São Paulo – (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)”.
Prof. Manoel Gonçalves Ferreira Filho – Vice Governador do Estado de São Paulo

“Armando: - Você comprova a expectativas que eu tinha a seu respeito como estudante: - dinâmico, realizador e democrata até à medula. Você tem o vírus da democracia, célula por célula. É uma herança, sem dúvida. Desde aquela monografia que você fez, no lº Colegial, e o lançamento do jornalzinho, senti, como diria Castro Alves, o despertar de uma vocação. Li o seu livro, reli, li de novo. Magnífico. Fui-me encontrar numa apresentação da qual ignorava a existência. Recompus-me num passado de recordação. Bravos. Pra frente! Prof. Agostinho Minicucci (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Prof. Agostinho Minicucci

"Caro Armando Delmanto: Muito grato pela remessa de um exemplar do seu livro "Crônicas da minha Cidade". Afora o valor da obra qual mensagem de jornalismo, encontro nele abundância do ingrediente que sempre me emociona: o amor à terra natal. Principalmente em alguém que a deixou fisicamente mas permanece jungido a ela pelo coração. Grato também por me ter feito participar do seu livro mediante a transcrição de um escrito inteiramente despretencioso e desvalioso. Com os votos de sucesso, o abraço do Hernâni Donato (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Hernâni Donato - Academia Paulista de Letras

"Caro Armando. Retornando de viagem, encontrei o seu livro "Crônicas da Minha Cidade". Em meu nome e no de Ruth agradeço a gentileza da dedicatória e faço votos para que você prossiga de vitória em vitória na sua curta, mas já tão expressiva existência como jornalista e homem voltado para a causa pública. Milton Mariano (jornal “Vanguarda de Botucatu/set./1976)".
Milton Mariano

“Ao prezado colega Armando Delmanto, muito agradeço a remessa das saborosas "Crônicas", que estou lendo com crescente interesse, bem como a amabilíssima dedicatória. Prossiga! Abraça-o o Antonio Chaves – Prof. Catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito da ÜSP (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)".
Prof. Antonio Chaves

"Meu Caro Delmanto. Não foi surpresa nenhuma verificar quão agradável é a leitura de suas "Crônicas da Minha Cidade", que me enviou. Já naqueles saudosos tempos em que trabalhavamos juntos pintavam os germes do escritor que agora vejo florescem com galhardia. Tenho a mais absoluta certeza de que logo nos brindará com outros excelentes trabalhos. Queira recomendar-me ao seu caro Pai. Abraços. Prof. Francisco Carlos Sodero. Presidência do Conselho Regional do SENAI - S. P. (jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)
Prof. Francisco Carlos Sodero

"Jovem e prezado amigo. Saúde e paz. Muito obrigado pelo envio de "Crônicas da Minha Cidade", que dá seqüência à "Juventude: participação ou omissão". Vejo, com alegria, que você persevera em sua carreira de jornalista e escritor preocupado com os problemas de sua geração e da vida comunitária da sua encantadora e dinâmica Botucatu. Gostei muito da fotografia que você reproduziu na contra-capa: - Antônio e Armando Delmanto, abraçados e sorridentes, companheiros de ideal e de luta no "Vanguarda de Botucatu": - duas gerações dos Delmanto servindo exemplarmente à sua terra e à sua gente. Parabéns, Armando! Prossiga, para contentamento de seus amigos e admiradores, entre os quais se inclui o Lucas Nogueira Garcez (ex-Governador do Estado de São Paulo)- jornal “Vanguarda de Botucatu”/set./1976)"
Lucas Nogueira Garcez - ex-Governador do Estado de São Paulo

 
     
 
 
 
Antônio Delmanto: Médico-Cidadão - Parte 3

12

REGISTRO HISTÓRICO

PARTE 3

Albergue Noturno

Hoje, todos conhecem o papel exercido pelo Albergue Noturno no setor assistencial de Botucatu... Mas poucos sabem da construção dessa entidade de assistência social iniciada há quase 60 anos. Sim, no distante ano de 1948, na primeira legislatura de nossa Câmara Municipal após a longa Ditadura Getulista, Botucatu começava a viabilizar a idéia da construção de um abrigo municipal para os menos favorecidos - famílias inteiras ! - que procuravam a Misericórdia Botucatuense para tratamento e não tinham onde ficar hospedados...

 Na Câmara Municipal, o presidente Antônio Delmanto, coloca em pauta de votação, no dia 15 de fevereiro de 1948, um projeto de lei, de sua autoria, criando o Albergue Noturno de Botucatu, com as seguintes Consideranda:

"Considerando que Botucatu é um centro de zona, onde acorrem não só os habitantes da parte rural do município, mas também de outras cidades;

Considerando que famílias ou pessoas pobres, sem recursos, de passagem por Botucatu, pernoitam na Misericórdia, nas outras casas de caridade e, por vezes, na Cadeia, quando não nas praças públicas;

Considerando que essa falta de assistência depõe contra a nossa cidade, influindo na saúde, na resistência e na disposição ao trabalho dessas infelizes criaturas;

Oferecemos a consideração da Câmara o seguinte

 PROJETO DE LEI

Art. 1º - Fica criado o Albergue Noturno de Botucatu, com acomodações independentes para homens, mulheres e crianças;

Art. 2º - O Executivo Municipal fica autorizado a mandar proceder o estudo e a confecção da planta e orçamento das obras;

Art. 3º - A planta, orçamento das obras bem como o contrato para a execução do serviço deverão ser aprovados pela Câmara;

Parágrafo Único - O contrato para execução do serviço, deverá obedecer as normas estatuídas no artigo 82 da Lei nº 1, de 18 de setembro de 1947;

Art. 4º - Fica o sr. Prefeito Municipal, autorizado a escolher o terreno destinado à execução da presente lei;

Art. 5º - A despesa com a execução desta lei, correrá por conta do crédito que oportunamente será aberto e pela campanha que será feita junto às Associações locais e à população do município;

Art. 6º - Esta lei entrará em vigor na data de sua promulgação e publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, 19 de janeiro de 1948.

Vereador Antônio Delmanto (autor)"

 Aprovado por unanimidade, o projeto de lei de criação do Albergue Noturno de Botucatu, contou com o apoio de toda a bancada udenista que o subscreveu e com parecer favorável e unânime da Comissão de Pareceres. Nessa ocasião, o Dr. Antônio Delmanto deixou a presidência a fim de discorrer sobre o assunto. Assumindo a presidência, o vice-presidente Emílio Peduti. O Dr. Antônio Delmanto pediu a palavra e depois de congratular-se com a Casa e com Botucatu pela escolha do nome honrado do Sr. Emílio Peduti para o cargo de vice-presidente da Câmara, disse "que o Sr. Emílio Peduti, que há onze anos vem exercendo a presidência da Misericórdia Botucatuense, data em que ele assumira a Direção Clínica, poderia testemunhar as razões de seus argumentos. Que muitas e muitas e muitas vezes, como Diretor Clínico daquele Hospital, mandou que se internassem famílias inteiras , não porque estivessem enfermas, mas porque batiam àquela Casa fundada pelo Dr. Costa Leite, a fim de solicitar um abrigo. Que as mulheres e as crianças, sistematicamente, eram e são atendidas, o mesmo nem sempre acontecendo aos homens, visto a enfermaria se achar sempre cheia, com os colchões e divãs espalhados pelo salão. Eram, no entanto, encaminhados à Delegacia de Polícia, onde o dr. Delegado, colaborando nessa assistência, permitia e permite que os mesmos lá pernoitem, tomando as refeições na Misericórdia.

Quando o perigo de acorrerem para Botucatu pessoas vadias, não procede. O Albergue Noturno terá seu regulamento e um responsável pelo seu funcionamento, sendo que as pessoas lá abrigadas terão um máximo de dias, digamos 3 dias, para depois, então, prosseguirem em seu destino. Passados esses dias, só serão concedidos mais alguns dias em casos excepcionais e justos. Quanto ao outro argumento que poderia ser ventilado, isto é, da falta de verbas, esclarece que no referido projeto de lei diz que esse crédito será aberto oportunamente , e que contará com uma grande campanha junto às associações de classe, à população botucatuense e às pessoas amigas da cidade, campanha essa, que ele teria o prazer em tomar parte."

 Aprovado em primeira votação, esse projeto de lei seria aprovado, em segunda votação, no dia 11 de abril. E os anos se passaram... e nada de cumprimento da lei. Os prefeitos sempre alegavam falta de verba... O problema social só se agravava e... nada de solução.

Em 1956, há exatos 8 anos da aprovação do projeto, Antônio Delmanto à frente de uma entusiasmada equipe de colaboradores, deu início à construção do Albergue Noturno.

 Foram inúmeras as campanhas para arrecadação de fundos, sendo certo que a população botucatuense sempre respondeu positivamente, e as contribuições foram de deputados amigos da cidade (Dep. Abreu Sodré consignou inúmeras vezes verbas para a construção do Albergue; o deputado Antonio de Souza Noschese (botucatuense), ofereceu todas as louças necessárias para os banheiros do albergue, além da ajuda de outros parlamentares). De justiça, a citação dos nomes dos que sempre colaboraram na administração do Albergue: Abílio Dorini, Heraldo Stefanini, Isidoro Martins, Genésio Piagentini, Francisco de Assis Domingues, José Carlos Fortes, José Giacóia Sobrinho, Amando Laperuta, Aldo Martin, Armando Moraes Delmanto, Laurindo Izidoro Jaqueta, Oscarlino Tancler, Rafael de Moura Campos, Geraldo Bártoli, Antonio Tílio Jr e muitos outros valorosos companheiros.

 Em 1968, portanto 12 anos após o início de sua construção, foi inaugurado o Albergue Noturno de Botucatu, recebendo a denominação de "Gov. Abreu Sodré", em homenagem àquele que como Deputado Estadual destinou significativas verbas para a sua construção. Para que se tenha idéia da importância dessa obra, vamos apresentar dados estatísticos que refletem bem o movimento do albergue:

 "17.472 pessoas atendidas pelo Albergue Noturno de 12/5/68 a 31/12/71. Foram 8.950 homens, 3.730 mulheres e 3.792 crianças. Muitas pernoitaram várias noites, principalmente as que se destinavam ao Hospital das Clínicas. Foram fornecidos 20.548 pratos de sopa, 17.943 lanches para viagem, mais de mil consultas com fornecimento de medicamentos, 1.955 extrações dentárias (cujo serviço teve início em 1971, com a contratação do Dr. Domingos Minicucci), 825 curativos, 1.925 cortes de cabelo e barba, foram distribuídas 3.242 peças de roupas, 813 pares de sapatos e mil mamadeiras em média por ano."

 As visitas que o Albergue recebeu e a manifestação de ilustres personalidades é representativa da realidade social que representa:

 "Dom Henrique Golland Trindade: Isto aqui não é um Albergue Noturno é um verdadeiro hotel, limpíssimo, completo, onde os hóspedes sentirão o desejo de se promover, de ser alguém, que não precise mais de albergue, mas de sua própria casa, modesta, mas limpa, acolhedora, feliz. Extraordinário o que acabamos de visitar. Parabéns sinceros ao Dr. Antônio Delmanto e a todos os que o ajudam na manutenção desta obra, orgulho de Botucatu. (19/9/69)."

"Dom Vicente Marchetti Zioni: Visitei hoje, 23/10/69, este Albergue Noturno, verdadeira revelação. Mais do que um albergue, afigura-se-me uma verdadeira escola de caridade e promoção humana. Escola que põe a caridade em ação; escola que realiza a elevação do homem, tratando-o como tal, respeitando-lhe a dignidade. Bendito seja Deus que suscitou esta obra e ampara os que a mantém com dedicação e altruísmo. Prouvera a Deus fossem assim como este todos os albergues do Brasil."

"Dr. José Felício Castelano, ex-secretário estadual da Promoção Social: É com grande prazer que, depois de percorrer quase 300 municípios, posso afirmar que esta obra pode ser considerada como padrão no gênero. Cumprimento o Dr. Antônio Delmanto e seus colaboradores. É realmente uma obra digna de servir de modelo, por sua construção e organização (12/4/70)."

"Professor Francisco Carlos Sodero, Assessor do Governador Abreu Sodré: Por todas as minhas andanças - Estado de São Paulo - Brasil - Exterior - vi coisas divinas e trabalhos humanos. Mas não vi organização que cuidasse do homem com o carinho e o respeito que a pessoa - o ser feito à imagem e semelhança de Deus - merece. Degradado pela miséria, pela fome, pelo desamparo, encontra aqui o conforto do corpo e a esperança para o espírito. A esse coração de amor, Dr. Antônio Delmanto, alma deste albergue, a seus auxiliares, o meu respeito (12/4/70)"

Prof. João Queiroz Marques: Visitando o Albergue Noturno, sinto que esta instituição assistencial deve ser conhecida por todos os homens de boa vontade desta terra. Ela preenche uma necessidade premente de nossa coletividade e, desde já, ofereço-me a colaborar, em todos os sentidos, para sua continuidade. Parabéns, pois, aos seus diretores e em especial ao Dr. Delmanto, cuja atuação humanitária venho acompanhando há mais de vinte anos (15/2/70)."

"Dr. Romeu do Amaral Gurgel:

"No Hotel das Cataratas, em Iguaçu, existe um livro como este, onde os visitantes consignam suas impressões. Um grande jornalista norte-americano escreveu apenas isto: "Poor Niagara".

Parafraseando o beletrista yankee, depois de visitar este maravilhoso Albergue Noturno Governador Abreu Sodré, nós dizemos: Pobres os vários albergues que temos visitado em S. Paulo e fora dele! Esta obra magnífica de meu prezado e grande conterrâneo Dr. Antônio Delmanto, amigo dileto, é bem "uma verdadeira escola de caridade e promoção humana" como afirmou o nosso eminente arcebispo Dom Zioni (12/4/70)"

"Dr. Mário Iello, Delegado Seccional de Polícia:

"Tivemos oportunidade de conhecer hoje, a convite do Dr, Antônio Delmanto, seu mui digno Presidente, o "Albergue Noturno Governador Abreu Sodré". Em sã consciência, não há quem não se entusiasme ao ver o erguimento e funcionamento numa cidade do interior, de recolhimento tão modelar, mantido graças ao trabalho e dedicação de seu Presidente. É aí que vemos o que consegue a paciência e o trabalho em prol de um objetivo tão humano; e por aí vemos que muitos outros setores que preocupam os poderes competentes podem ser solucionados desde se siga o exemplo deste Albergue. Somente o trabalho, o sacrifício, a ordem e a dedicação tudo pode resolver (30/1/70)"

"Dra. Lauri Garcia, Assistente Social da Secretaria de Promoção Social - Sorocaba:

"Foi uma satisfação imensa conhecer esta obra social, que testemunha em voz alta um espírito de doação e amor Cristão. Apesar das dificuldades encontradas, o êxito sempre será presente, porque Deus está junto no Serviço da promoção humana, e também estará ao lado de todos que lutam nesse trabalho". (23/3/72)"

 Durante 20 anos, o Albergue Noturno funcionou regularmente, contando com a colaboração de voluntários e de campanhas de arrecadação de alimentos, cobertores e gêneros alimentícios. Nas palavras do seu presidente, toda a realidade de uma luta vitoriosa:

 "Levamos 12 anos na construção. Aproveitamos antigas caixas sépticas que funcionaram durante muitos anos como estação de tratamento de esgoto, que com o tempo e o crescimento da cidade tiveram que ser abandonadas. Estas caixas se tornaram o primeiro piso, com dez chuveiros, dez instalações sanitárias, rouparia, depósito, refeitório, cozinha e despensa. Na parte superior, quatro dormitórios coletivos, consultório, sala de curativos, gabinete odontológico, sala de reuniões, portaria e instalações sanitárias. Os prefeitos Emílio Peduti e Joaquim Amaral Amando de Barros colaboraram, tendo o sr. Amaral de Barros pavimentado a praça fronteira. Dr. Antonio de Souza Noschese doou as instalações sanitárias e os lavatórios. O Albergue foi inaugurado com a presença do governador Abreu Sodré e em seus 20 anos de funcionamento recebeu subvenção apenas na gestão do prefeito Plínio Paganini. Chegamos a atender 3 mil pessoas por ano que recebiam pijamas para dormir e, quando saiam, os mais carentes levavam peças de roupas, principalmente calças que mandávamos fazer com costureiras botucatuenses. A Prefeitura fazia todos os anos campanha de roupas usadas e agasalhos, mas o Albergue era sempre esquecido."

 As palavras escritas pelo historiador e médico, Dr. Sebastião de Almeida Pinto, dão um retrato fiel do que foi a luta e o que representa o Albergue Noturno:

 " O Albergue Noturno surgiu como uma promessa quando o vereador Delmanto apresentou projeto de lei que o criava. O projeto foi aprovado. Durante anos e anos o vereador Delmanto não viu os Prefeitos que passavam por Botucatu cumprirem o que determinava o projeto de lei.

Mas era preciso fazer alguma coisa. E Antônio Delmanto que durante 15 anos como Diretor da Misericórdia Botucatuense notava, diariamente, o desespero das famílias que aportavam e sem recurso algum, maltrapilhas e sub-alimentadas batiam à porta da casa fundada pelo humanitário médico, Dr. Costa Leite, à procura de abrigo por uma noite. Foi então que Antônio Delmanto e vários companheiros deram início ao longo e difícil trabalho. E para a concretização dessa obra a contribuição financeira do então deputado estadual Roberto de Abreu Sodré foi de fundamental importância. E o Albergue Noturno foi inaugurado no dia 14 de abril de 1968, aniversário da cidade."

Nesse artigo (publicado pela "A Gazeta de Botucatu", de 14/9/68), o Dr. Sebastião de Almeida Pinto destacava que havia uma falha na assistência social da cidade, mas ressaltava que havia...

"...porque não há mais. Era a assistência aos andarilhos, aos andantes, pobres criaturas que ficavam ao léo, nas noites frias que passavam em Botucatu. Também sofriam as intempéries, viajantes pobres, lavradores em trânsito, que por deficiência de recursos financeiros, dormiam na plataforma da estação ferroviária ou nos bancos dos jardins. Curtindo fome e frio. Agravando seus males, como era o caso daqueles que demandavam o hospital das clínicas de Rubião, onde só podiam ser atendidos durante o dia.

Agora tudo mudou. O Dr Antônio Delmanto deu um jeito nessa coisa feia. Com a construção e funcionamento do Albergue, o dinâmico e humanitário médico sanou aquela falha gritante na assistência aos desprotegidos da sorte.

O Albergue Noturno botucatuense merece uma visita. O visitante poderá aquilatar o que ali se faz em proveito da pobreza em trânsito: é um leito macio e aconchegante; é um banho reconfortante; é um jantar fumegante e gostoso; uma roupa limpa e um lanche para a viajem, na manhã seguinte. Se o paciente - homem, mulher, adulto ou criança - estiver doente, o Dr. Antoninho, o socorrerá, medicando-o, internado-o, se for o caso. Tudo, como manda o coração bondoso do ilustre colega Delmanto, corpo e alma da benemérita instituição. Ordem, disciplina, asseio, caridade, fraternidade, são constantes na casa que o Souzinha (ex-jogador do Corinthians e Campeão do 4º Centenário) e sra. dirigem, sob a supervisão do Dr. Antoninho, como o chamam os botucatuenses que o conhecem desde a meninice."

 Foram 20 anos de funcionamento exemplar! No ano de 1988, o Albergue Noturno foi transferido para a Prefeitura Municipal como era o grande sonho de seu fundador: a Lei que criou o Albergue Noturno, enfim, tornara-se realidade, o Albergue Noturno era um próprio municipal!

 Em meados de maio de 1988, em solenidade realizada na Prefeitura Municipal, o presidente em exercício do Albergue, Dr. Antônio Delmanto, assinava o termo de doação do Albergue e de todo seu patrimônio. Nesse aspecto é preciso destacar o valioso patrimônio que o Albergue Noturno ganhou graças ao interesse do Dr. Berval Delmanto (irmão de Antônio Delmanto) que tendo um cliente de descendência árabe, muito rico e sem herdeiros, o aconselhou a que doasse seus bens para instituições de caridade.

 Assim, em testamento, o rico senhor deixou a maior parte de seus bens para o Hospital do Câncer de São Paulo, e muitos bens para o Albergue Noturno de Botucatu. Esses bens, cerca de 19 imóveis, eram localizados nas Alamedas Pamplonas e Santos (10 ou 12 lojas comerciais), mais uns 8 apartamentos nas Avenidas Paulista e Angélica (uma casa). E, pasmem!, esse dinheiro, esse patrimônio foi perdido. Não foi perdido para a sociedade, mas, sim, para a assistência social de Botucatu: ocorreu que a Prefeitura Municipal perdeu os prazos processuais para habilitar-se no processo de inventário e o Juiz determinou que todos os bens fossem para o Hospital do Câncer. Mas Botucatu, com certeza, perdeu e muito... Uma fortuna. Daria para manter o Albergue, a Misericórdia Botucatuense e todas as entidades assistenciais de Botucatu. A doação do Albergue para a Prefeitura já havia sido feita, incluindo o direito a esses bens. Qual entidade não iria festejar uma doação como essa?!? Mas, acima de tudo, estava o grande sonho de seu fundador, Antônio Delmanto, concluir o que começara em 1948...

 Pois bem, na solenidade de transferência do Albergue Noturno para a Prefeitura de Botucatu, estavam presentes todos os Diretores do Albergue: Dr. Antônio Delmanto, Genésio Piagentini, Aldo Martin, Dr. Antonio Tílio Junior, Dr. Isidoro Martins, Francisco de Assis Domingues, José Carlos Fortes , Amando Laperuta e Oscarlino Tancler. Na ocasião, o Dr. Delmanto discursou fazendo um histórico da construção do Albergue e de seu funcionamento, destacando o importante trabalho prestado por companheiros já ausentes, como Abílio Dorini, José Giacóia Sobrinho e Rafael de Moura Campos. Fizeram igualmente uso da palavra, o prefeito Municipal Antonio Jamil Cury e o vice-prefeito Joel Spadaro, ambos dando ênfase à importância do Albergue e à firme disposição da então administração de levar adiante e ampliar os serviços sociais do Albergue.

 Nas palavras de Antônio Delmanto, toda a emoção do ato de transferência:

"Meu filho Armando, tão dedicado, sabia das enormes dificuldades e que nós éramos o grande sustentáculo, a alma do Albergue. Com a idade chegando tudo começava a ficar mais difícil e a velhice, todos sabemos, é inexorável. Armando propôs ao Spadaro, então já então candidato a Prefeito , a transferência do Albergue para a Prefeitura, fazendo cumprir, assim, a lei municipal de 1948 que criou o Albergue Municipal.

 Convocamos, como vice em exercício (Armando era o presidente), uma Assembléia propondo e sendo aceita a transferência e também, os direitos à herança consignada ao Albergue e que representa uma verdadeira fortuna, herança conseguida por meu irmão Berval que, como advogado, obteve junto a cliente amigo. Em nosso pensamento e intenção se a recebêssemos, poderíamos melhorar e muito o Albergue, assim como consignar recursos para a manutenção de tantos meninos na Vila dos Meninos, tantas meninas no Orfanato, também tantos velhinhos no Asilo, além de auxílios mensais à Misericórdia Botucatuense. E construiríamos uma vila com pequenas casas para famílias pobres e com filhos menores, começando um trabalho que tentamos como vereador, objetivando combater as favelas. Há lei aprovada, de nossa autoria (1949), que obriga a Prefeitura a construir 5 a 6 casas populares, por ano, para famílias carentes. Essa lei nunca foi cumprida..."

 Hoje, a cidade de Botucatu sabe que a Prefeitura Municipal tem condições de atuar efetivamente nesse setor assistencial.

Missão cumprida! Antônio Delmanto, deixou, para a história de Botucatu, marcada a sua trajetória como Benemérito !

 Notícias sobre Antônio Delmanto:

Editorial

O JORNAL DE BOTUCATU soma o seu pesar ao pesar de toda a cidade de Botucatu pela perda inesperada e profundamente sentida do Cidadão Emérito DR. ANTONIO DELMANTO - o conhecido e estimado Dr. Antoninho, como era chamado pelos amigos - , médico humanitário, cidadão prestante e político idealista.

A cidade de Botucatu perdeu, no último sábado, um de seus referênciais cívicos.

Toda cidade, toda comunidade politicamente organizada necessita de exemplos de cidadania para a construção do dia-a-dia de sua história.

O Dr. Antoninho soube viver o dia-a-dia da comunidade que ele tanto amou. E viveu com muita garra e espírito de luta. Mas viveu também com muita humildade e dedicação aos pequeninos, aos desafortunados da sorte.

Enfim, soube ser um cidadão prestante na acepção da palavra. Sempre combateu o bom combate, qualquer que fosse o resultado do embate.

Como médico foi um pioneiro na consolidação da Medicina em Botucatu.

Herdeiro do Dr. Costa Leite no comando da Misericórdia Botucatuense, modernizou e ampliou aquele centenário Hospital botucatuense nos 15 anos que esteve à frente de seu corpo médico. Foi o 1º Presidente da APM.

Como esportista integrou-se, a frente de dedicados companheiros, no apoio ao esporte amador botucatuense, idealizou a Liga Botucatuense de Futebol, presidiu a CCE - Comissão Central de Esportes e dirigiu a Associação Atlética Botucatuense - o time da Estrêla Solitária que ele emprestou do Botafogo do Rio - por dedicados 25 anos.

Como político, o Dr. Antônio Delmanto teve importante participação no processo de democratização do país após a Ditadura de Getulio Vargas.

Como 1º Presidente da Câmara Municipal, em 1948, presidiu a sessão da Câmara que deu posse ao Prefeito eleito, Sr. Renato de Barros. Por 3 vezes presidiu a Câmara Municipal, completando mais de 20 anos como Vereador num período em que a função era sem remuneração, quando apenas o idealismo e o espírito cívico empolgavam e motivavam os parlamentares.

Teve nesses 60 anos de dedicação à cidade de Botucatu a sua presença marcada por seu espírito humanitário de apoio as Entidades Assistenciais e, em especial, ao Albergue Noturno que ele idealizou e construiu ao lado de companheiros dedicados, hoje transferido ao patrimônio do Município.

Teve vitórias e encontrou revezes mas foi sempre um batalhador pelas causas de Botucatu. A conquista de nossa Faculdade de Medicina foi, de todas, a que melhores lembranças guardou. Após a criação da FCMBB - Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu - , representou a comunidade botucatuense no Conselho Diretor das Faculdades.

No último sábado o Dr. Antoninho partiu para novas missões, deixando em todos nós a certeza de que estará sempre velando por sua Botucatu e por seus amigos.

No último sábado, o Velório da Catedral foi pequeno para a multidão de botucatuenses que acorreram para levar o seu adeus àquele que tanto de si deu à comunidade botucatuense.

No Cemitério Portal das Cruzes, em nome de seus inúmeros admiradores e amigos, usaram da palavra os Drs. Vasco Bassói e José da Silva Coelho, exaltando suas qualidades e dedicação exemplar.

Neste ano, a Câmara Municipal de Botucatu, com a presença do Prefeito Municipal e ex-vereadores, fez a entrega solene do Título de CIDADÃO BOTUCATUENSE EMÉRITO. É o coroamento de uma vida.

Em seu caixão, com orgulho, recebeu a Bandeira da AAB, simbolizando Entidades e Clubes presentes em sua despedida.

Dr. Antônio Delmanto, Dr. Antoninho, Dr. Delmanto,

Obrigado por tudo, muito obrigado!

(JORNAL DE BOTUCATU, 10 de agosto de 1994)

26

 Painel Literário

Raymundo Penha Forte Cintra

Cumpro o dever de homenagear, por esta coluna, um grande amigo e um cidadão que passa a integrar a galeria dos grandes homens que honraram Botucatu e que muito fizeram pela sua terra e pela sua gente, falecido no último dia 6, consternando a todos nós.

O Dr. Antônio Delmanto, o Dr. Antoninho, como afetuosamente era tratado, soube ser uma pessoa que com amor e dignidade exerceu múltiplas atividades.

Chefe de família exemplar, médico brilhante, político de escol, desportista dedicado e grande benemérito, o seu nome está intimamente ligado a grandes empreendimentos no nosso município.

Vereador e presidente da Câmara Municipal por várias legislaturas, sempre com votação excepcional, como político agiu com eficiência e dedicação em prol da solução dos grandes problemas municipais.

Médico humanitário e competente, serviu despreendidamente a população local e a todos de fora que o procuravam, realizando grandes melhoramentos na Misericórdia Botucatuense, de que foi Diretor Clínico por muitos anos. Fundou e conseguiu realizar a construção do Albergue Noturno, contando com o apoio de grandes amigos. O Albergue Noturno é legatário de valiosa herança, mercê do trabalho do Dr. Antoninho.

Esportista, foi esteio da Associação Atlética Botucatuense, de que foi presidente por várias décadas, com sacrifícios, e abnegação, conseguindo grandes realizações. Com justiça, o estádio da AAB leva o seu nome, como merecido preito de gratidão.

A sua digna esposa e os ilustres filhos podem, com santo orgulho e muita alegria, ufanar-se do grande Chefe que foi o Dr. Antoninho.

O seu filho Dr. Armando Delmanto, meu prezado amigo, que segue as trilhas políticas do genitor, é candidato a Deputado Federal por Botucatu, sendo detentor de todos os méritos para o exercício desse mandato.

É impossível, neste pequeno espaço, resumir uma vida tão grandiosa. Adeus, Dr. Antoninho!

Para refletir: O único bem que se leva desta vida é o bem que aqui se pratica (RC).

(JORNAL DE BOTUCATU, 10 de agosto de 1994)

 Doutor Antoninho, grande luz que se apagou

Pedro Losi

O generoso coração do Dr. Antônio Delmanto cessou de palpitar.

A sua alma partiu para a eternidade, deixando a dor da saudade de todos os botucatuenses que tiveram a ventura de com ele conviver.

Grande médico, extremamente caridoso, primava pela competência, dedicação e carinho com que tratava os seus pacientes, ricos ou pobres, mitigando-lhes as dores e os sofrimentos.

Sempre dedicado à prática do bem, sem pensar em honorários, passou a vida socorrendo enfermos em seus leitos de dor, nas enfermarias ou debruçado em mesas de cirurgia, sempre no afã de salvar vidas.

Militou na política local, ocupando cargos de relevância, lutando sempre pelo progresso de nossa cidade.

Incentivou a prática do esporte na cidade, atuando com grande dedicação na direção da Associação Atlética Botucatuense. Antônio Delmanto foi um grande homem. Botucatu chora a sua falta. Que as flores sobre sua sepultura possam exalar o suave perfume de suas virtudes, de sua bondade e de seu grande coração.

Que os anjos do Paraíso o recebam com cânticos de louvor e o conduzam ao Pai Celestial, para a recompensa por todo o bem que praticou em sua vida.

Botucatu, 9 de agosto de 1994.

(A GAZETA DE BOTUCATU, 12 de agosto de 1994)

 Entre Colunas

Há quem veja no silêncio ou no mutismo uma forma de homenagem. No silêncio, tem-se a impressão de uma ressonância eloquente, abrangente, dominadora, sem escape algum. Tudo está ali, como que numa atmosfera envolvente e reveladora. No mutismo, a atitude ou o traço esfíngico denota reflexão, porque há de se admitir um trabalho mental em andamento. Assim, aquele que silencia ou emudece diante de acontecimentos poderá estar emprestando a estes um sentido muito significativo e daí, não raro, ouvir-se: o silêncio se constituiu na melhor das homenagens... falou mais alto... Recordo-me e reporto-me ao orador das Arcadas em oração fúnebre, ante o esquife do incomparável tribuno José Bonifácio, o moço. Evocou ele o silêncio naquele constrito e pungente momento, porque só o silêncio poderia rivalizar com o GIGANTE que ali jazia, mais gigante ainda, mesmo inerte.

Quem visitar as Arcadas (Largo São Francisco), já, no saguão de entrada, topa com a estátua daquele estadista, num gesto de eloquente acolhida. O seu autor trabalhou com muita inspiração porque soube transferir para a peça o arroubo oratório que caracterizava aquele tribuno, como contam os seus biógrafos. Mas voltando ao tema, o silêncio e o mutismo, em geral, são próprios dos momentos tristes. É a vestimenta das pessoas nas ocasiões sobretudo da perda de entes queridos. Porque o expressar está no recolhimento nessa horas. Por mais que se queira consolar, o lenitivo está no silêncio e no mutismo. E portanto, caro e paciente leitor, preencho este espaço contrariando-me a mim mesmo, pois, as palavras até agora nada dizem. "Entre Colunas", o seu espaço deveria aparecer em branco, nesta edição. Contudo, impossível. Então que apareçam e de forma aconchegante, bem central, apenas três palavras -

Dr. Antônio Delmanto

Ary Barbas - (A GAZETA DE BOTUCATU, 12 de agosto de 1994)

 Editorial

Faleceu o Dr. Antônio Delmanto. O médico, Político, Cidadão Emérito Botucatuense. Atuou na Misericórdia, na Associação Paulista de Medicina, no Albergue Noturno, na Associação Atlética Botucatuense, na Câmara Municipal, na Comissão Central de Esportes e etc... A "GAZETA" não poderia deixar de prestar uma homenagem póstuma. Eo faz, nesta edição, através dos artigos de Elda Moscogliato, Pedro Losi e do colaborador responsável pelo artigo "Entre Colunas".

Jornal "A Gazeta de Botucatu" - 12/08/1994

 Dr. Delmanto

A profissão médica é exercida por uma gama enorme de pessoas; este fato a torna uma atividade cheia de contrastes. São por demais conhecidos, por aí afora, exemplos de médicos que trabalham por fortuna e prestígio. Há outros, entretanto, que vivem em paz com Hipócrates e seu juramento, no qual uma das premissas é servir ao próximo. Referímo-nos a um médico que, aos 89 anos, ainda lúcido, tinha a noção exata de sua profissão e seus princípios básicos. Ouvi falar dele ainda muito jovem; criança mesmo. Meu avô Miguel Natale e meu pai Vicente Spadaro, seus amigos e clientes, por vários motivos citavam o Dr. Antoninho como uma pessoa bondosa, humana e cirurgião competente.

Acostumei-me a ouvir esse nome. Os srs. José Giacóia, Mário Spera e Laurindo Izidoro Jaqueta, nossos vizinhos, eram outros grandes amigos dele. É bom crescer ouvindo referências a pessoas de valor. Quando se fundou a AA .Botucatuense, o nome do Dr. Delmanto passou a ser sinônimo do clube. A Veterana deve muito a ele. Nos anos 50 sua fama de bom cirurgião, especialmente em apendicites agudas, já era bastante consolidada. O Dr. Antoninho formava num grupo de respeito: Dr. Gianela, Dr. Lavras, Dr. Edmundo de Oliveira, Dr. Pires, Dr. Noé, Dr. Pardini, Dr. Hélio Malheiro, Dr. Ranimiro Lotufo, Dr. João Reis, para citar alguns.

Conheci-o melhor, ao entrar na FCMBB, em 1963. A partir de então tomei conhecimento, mais de perto, de sua maneira de atuar como médico. Ambulatório para pessoas carentes, cirurgias gratuitas; qualquer cliente que alegasse indisponibilidade financeira momentânea recebia dele não só a consulta de graça, como amostra grátis de alguma medicação. Algumas vezes fui ao seu consultório para estudar em alguns de seus livros. Isto lhe dava prazer, pela velha amizade familiar. Fazia da profissão um sacerdócio; por certo pela origem humilde. Fez o suficiente para criar e educar os filhos com dignidade. Seu maior patrimônio são as atividades sociais desenvolvidas não só no campo médico, como na assistência a indigentes, no seu Albergue Noturno. Foi vereador em nossa cidade, um udenista de quatro costados. Suas posições políticas, por certo, foram contestadas, mas sua atuação como homem público sempre foi respeitada. Não chegou ao Executivo, como prefeito, embora tivesse tentado uma vez. O Legislativo botucatuense deve muito a ele. Soube por um de seus filhos, que quando de seu passamento não queria homenagens ligadas à sua vida pública. E assim foi feito: foi velado no velório da Catedral, com a discrição exigida. Coisa típica do Dr. Antoninho. Se ele não queria homenagens nada nos impede de deixar registrados alguns aspectos de sua personalidade e o exemplo de alguém que dignificou a profissão médica e a causa pública; são qualidades dos bons cidadãos. Nossos respeitos à família e aos amigos comuns, que tiveram a oportunidade de conviver com um homem simples, altruista e bom.

 Joel Spadaro

 7 de agosto de 1994

( jornal "A Cidade", 10 de agosto de 1994)

 Saudades...Adeus

Morreu Antônio Delmanto, o Dr. Antoninho. Calou a voz do homem bom, na fria madrugada do dia 06 de agosto, num quarto da Misericórdia Botucatuense, local onde passou longos anos, salvando vidas. Poucas horas após se sentir mal, lentamente foi se apagando, de maneira lúcida, não sem antes se despedir dos familiares e a tempo de manifestar o desejo de um funeral simples, a exemplo do modo como passou os seus 89 anos de vida.

A ausência do seu convívio, não apagará o exemplo do cidadão prestante e caridoso. Amou Botucatu. Amou o próximo. Fez da medicina im sacerdócio. Aos muitos e, por que não dizer, aos milhares e milhares de pessoas que o procuraram ao longo de sua vida, no consultório ou nos hospitais, nunca se procupou em saber se poderiam ou não pagar honorários. Nunca ninguém ficou sem a sua assistência. Pobre viveu e do mesmo modo deu adeus à vida. Foi fiel ao juramento de Hipócrates, a exemplo de uma geração que deixou saudades, como Costa Leite, João Reis, Hélio Malheiros, Sebastião Pinto e outros.

Administrou a Misericórdia com eficiência. Honrou a classe médica, antes passando pela de farmacêutico. Preocupado com os abandonados, fundou o Albergue Noturno de Botucatu. Como esportista consolidou de vez a AA Botucatuense, onde foi presidente por muitos anos. Comprou o atual terreno que pertencia à Diocese, nos tempos difíceis do clube, graças a admiração e o respeito que lhe tinha o bispo Dom Frei Luiz Maria de Sant'Anna.

Como político foi correto e respeitado até pelos adversários. Por diversas vezes foi o vereador mais votado da cidade. Porém, quis o destino e a ingratidão dos homens, que não fosse prefeito. Talvez por nunca ter traído as suas convicções. Foi ético acima de tudo.

O seu desaparecimento fecha uma bonita página da história de Botucatu, onde ações edificantes não faltam.

A sociedade botucatuense espera de seus atuais lideres, que a cidade reverencie a memória desse grande homem, imortalizando condignamente o seu nome. Saudades!

 Renato Vieira de Mello

(jornal "Correio da Serra", 10 de agosto de 1994)

 Delmanto: Médico Humanitarista

Olavo Pinheiro Godoy

A vida foi dura muitas vezes para com o Dr. Antônio Delmanto. Mas, entre as consolações de existir, coube ao médico uma grande dádiva: a amizade dos botucatuenses, proporcionada pelo sentimento humanitário que sempre direcionou sua existência.

Penso que todas as despedidas trazem ressaibo de tristeza - e esta não constitue uma exceção porque os botucatuenses já estavam acostumados com vosso trato diário, que dia a dia estreitou mais a amizade de quantos tiveram o privilégio de ser atendido sob vossa orientação, e por isso já sentem vossa falta, já repercute saudosamente em nossas almas a vossa ausência.

Homem de poucas palavras mas de muita ação, de ação intensa e duradoura que repercutiu em todos os segmentos de sua longa existência: na vida profissional, política e esportista. Do timoneiro empertubável a quem está entregue a sorte da embarcação, tomaste o timão com pulso firme e vencendo as águas tormentosas conseguistes, vitorioso, levar sua missão de humanista a águas tranquilas, nunca sacudidas pelas tempestades destruidoras e, por isso todos confiavam no seu profícuo trabalho. E como Henry Ford nunca temeste o insucesso, porque o insucesso é apenas uma oportunidade para começar de novo com mais inteligência.

Muito maior do que nossa admiração pelo médico humanista altamente justo, pelo administrador profundamente seguro, pelo político retamente orientado, é que devotamos ao amigo, ao amigo que sempre soubestes ser, sem sentimentalismos piegas, mas compreensivo e acolhedor, franco e leal, sem nunca faltar com a palavra empenhada, sem nunca desmerecer a confiança do mais humilde cidadão desta terra, porque nunca deixaste de fazer justiça e de retificar as falhas encontradas. E o vosso crédito aumentou enormemente no coração dos botucatuenses sequiosos de uma mão amiga.

Fostes um dos grandes que contribuiram para a construção de nossa terra, por isso tudo que há um ressaibo de tristeza nesta despedida. Como dizia Rocha Lima: "com o passar dos anos a vida se esvazia...

"Penso que a resposta seria como a de Manuel Bandeira: "Quero descansar. Morrer. Morrer de corpo e de alma. Completamente. Quando a indesejada das gentes chegar encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta, cada coisa em seu lugar."

(JORNAL DE BOTUCATU, 10 de agosto de 1994)

 Morre Antônio Delmanto

Faleceu no último sábado o médico Antônio Delmanto, aos 89 anos. Antônio Delmanto foi vereador - quando era por idealismo - por 20 anos. "Seu Toninho", encerrou sua carreira política em 1973, depois de ser o vereador mais votado. Sempre esteve na UDN.

Foi durante 15 anos diretor clínico da Misericórdia; representou Botucatu junto ao conselho superior da Faculdade de Medicina e um dos fundadores da Seção de Botucatu da Associação Paulista de Medicina. No esporte Antônio Delmanto foi o sócio número 1 da AAB e seu diretor por 35 anos.

No dia 10 de abril foi homenageado pelos vereadores como cidadão emérito, título que a cidade não concedia desde 1948.

notícia da primeira página:

( jornal "Correio da Serra", 10 de agosto de 1994).

 PALAVRAS FINAIS...

"Antônio Delmanto: uma vida dedicada a Botucatu"

 Com este título, a revista "Vitrine", de maio/94, prestou significativa homenagem a Antônio Delmanto. E o ano de 1994, ano de seu falecimento, seria também o ano de homenagens, em vida, a esse botucatuense. Em abril, nas comemorações do aniversário do município, Delmanto recebia o título de "Botucatuense Emérito", conferido pela Câmara Municipal de Botucatu e, no mês de maio, a revista "Vitrine", em reportagem de capa, dedicava ao homenageado belíssima reportagem ilustrada. Com 89 anos, Delmanto recebia junto a seus amigos, familiares e admiradores o reconhecimento por sua vida dedicada a Botucatu e à sua população. O MÉDICO CIDADÃO havia cumprido a sua caminhada entre nós e, no mês de agosto/94, seria chamado por Ele para seu merecido descanso.

 Na reportagem da revista, coordenada pela jornalista Cidinha R.M.Finimundi, a matéria tem a seguinte introdução:

"Em seu discurso, ao receber o título de "Botucatuense Emérito" conferido pela Câmara Municipal de Botucatu, no dia 10 de abril, dr. Antônio Delmanto disse encontrar-se com a alma genuflexa ao receber tal título, parafraseando um filósofo de outrora.

 Quem bem o conhece não tem dúvida sobre a sinceridade de suas palavras, uma vez que este estimado e conceituado cidadão esteve sempre, devido a sua enorme humildade, com a alma "ajoelhada" em sinal de extremo respeito aos problemas da comunidade, especialmente dos mais carentes, e pautou sua existência de 89 anos - 59 no exercício profissional da medicina - com atividades políticas e sociais de inigualável caráter humanitário"

 Mais adiante, com o sub-título Traços de Família, prosseguia a reportagem:

"O italiano Pedro Delmanto, de uma província de Salerno, veio, com 12 anos, para o Brasil em viagem turística na companhia do Conde Francisco Matarazzo I, ainda no tempo do Império (nota: estabeleceram-se em Sorocaba, juntamente com seu irmão Gustavo (Costabile) Delmanto e o mestre Francisco Grandino, vindo depois para Vitoriana e, finalmente, para Botucatu). Acabou ficando por aqui, mais precisamente em Botucatu onde constituiu negócios - Casa de Calçados e Curtume Bela Vista - e família. De sua união com Maria Varoli, nasceram 7 filhos (cinco homens e duas mulheres) e o segundo deles é Antônio Delmanto que da mãe herdou a calma e a serenidade e do pai a coragem (veio de Vitoriana para Botucatu a cavalo), garra e persistência. Um espírito de luta, comum a poucos homens, capaz de contribuir para que seu nome permanecesse gravado para sempre na memória dos que conhecem a história da cidade.

 PAIXÃO E DEDICAÇÃO: estas duas palavras expressam fielmente a vida do dr. Antônio Delmanto que, junto com seu irmão mais velho, Aleixo, ocupa o Decanato dos médicos locais. Quase um século vivendo o dia-a-dia das paixões do povo botucatuense como um cidadão participante que nunca temeu os embates, principalmente os políticos, por mais que pudessem ser e, às vezes até impossível, como o grande sonho de ser prefeito.

Aliás, o motivo pelo qual não foi é incompreensível e difícil de entender uma vez que sempre praticou a verdadeira justiça social.

Sempre muito empreendedor, saiu-se bem em tudo que com veemente paixão e dedicação, abraçou. Na política, na profissão e no esporte..."

 O perfil de Antônio Delmanto já está definitivamente traçado.

Como disse o Prof. Agostinho Minicucci, ele construiu o seu próprio caminho... As homenagens que recebeu da Câmara Municipal, da imprensa botucatuense e dos artigos póstumos escritos por seus amigos marcaram para sempre a sua imagem de homem público e de MÉDICO CIDADÃO!

 Antônio Delmanto fez história como médico, político, desportista e homem exemplar. Casado em primeiras núpcias com Dona (Fióca) Rita de Camargo Moraes Delmanto e, em segunda núpcias, com Dona Ruth Santos Delmanto, teve 6 filhos (Antonio Carlos (falecido), Fióca Helena, Décio, Armando, Antonio e Ronaldo Antonio), tendo netos e bisnetos. Ostenta como riqueza uma vida plena de realizações para Botucatu e com o efetivo exercício da cidadania.

 Meu tio Dante Delmanto sempre contava que seu filho Celso, quando cursava a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), por ocasião de uma prova oral, respondendo questões jurídicas a um dos Catedráticos da faculdade, ouviu a observação do mestre de que estava indo muito bem e respondendo com acerto as perguntas mas que nunca teria o brilho e a grandiosidade do pai, ao que Celso respondeu de pronto: "- Nem tenho tal pretensão!"

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 Hoje, Antônio Delmanto tem em seu neto, Armando Delmanto, o herdeiro de sua vocação médica e, esperamos, de seu espírito de cidadão prestante. E, como o saudoso primo Celso, diante de qualquer observação maldosa que o queira comparar ao nosso MÉDICO CIDADÃO, poder dizer em alto e bom som: "- Nem tenho tal pretensão!"

 Apenas a vocação médica e o firme desejo de levar a bom termo a sua caminhada existencial. Levantar a mesma bandeira dos bons costumes e da retidão cívica e ter a certeza de que, com a ajuda Dele, cada um de nós cumpre a sua missão.

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No ano de 1976, eu lançava o meu primeiro livro sobre Botucatu, "Crônicas da Minha Cidade", e fazia a seguinte dedicatória: "Para Antônio Delmanto: meu pai, meu amigo, meu exemplo."

 Hoje, é para ele e sobre ele todo o trabalho. Missão cumprida...

Este trabalho que dedico a meu pai é - com certeza ! - o mais importante que escrevi em toda a minha vida e ao qual dediquei todo o meu entusiasmo de filho e cidadão.

Saudades!

Armando Moraes Delmanto (14 de abril de 2005).

Registro Histórico:

fm

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